Dos escaldões à presença em campo do “El Niño”: calor extremo já afeta jogadores antes do início do Mundial 2026


Mundial de Futebol 2026

O Mundial 2026 ainda nem começou, mas o calor já se assume como um dos grandes protagonistas. Nos países anfitriões, os jogadores começam a sentir na pele as altas temperaturas que prometem marcar a competição. Para além dos adversários dentro das quatro linhas, as seleções terão também de lidar com os desafios climáticos associados ao fenómeno “El Niño”, que deverá persistir nos próximos meses.

Declan Rice, camisola 4 da seleção de Inglaterra, durante a sessão fotográfica oficial do Mundial 2026 da FIFA, realizada a 8 de junho de 2026, em Palm Beach, na Florida.

Declan Rice, camisola 4 da seleção de Inglaterra, durante a sessão fotográfica oficial do Mundial 2026 da FIFA, realizada a 8 de junho de 2026, em Palm Beach, na Florida.

Maddie Meyer – FIFA / GETTY IMAGES

A bola ainda não começou a rolar no Mundial 2026 e os jogadores já estão a ter de enfrentar um duro adversário: as altas temperaturas nos Estados Unidos. Declan Rice, internacional inglês, já sofreu as consequências visíveis desse embate.

Na sessão fotográfica oficial do torneio, o médio do Arsenal surge com queimaduras no rosto e nos braços, resultado de um escaldão apanhado pouco depois de ter aterrado em solo norte-americano, juntamente com os seus colegas da seleção inglesa.

O episódio insólito gerou uma onda de comentários e brincadeiras nas redes sociais sobre a aparência do jogador. É que além de ter ficado com a pele completamente vermelha devido à exposição solar, Declan Rice exibiu ainda uma marca bem visível do relógio no pulso: “Acho que toda a gente já viu aquelas fotografias. Fiquei vermelho como um pimento durante aquela sessão fotográfica. A minha mãe quis me matar”, confessou, em declarações à BBC.

“Honestamente, o primeiro dia foi difícil, só para nos habituarmos a este calor… quando vens de Inglaterra, tens tempo quente, frio, todo o tipo de condições meteorológicas. Depois vens para aqui e, independentemente de estar calor ou frio, estão 30°C e isso bate-te mesmo na cara quando estás a correr”, acrescentou.

À semelhança de outras seleções, a Inglaterra aterrou esta semana nos Estados Unidos. A equipa orientada por Thomas Tuchel vai permanecer nos próximos dias em Arlington, no Texas, onde se vai estrear no Mundial, frente à Croácia, no dia 17 de junho.

“El Niño” (também) vai entrar em campo

Não são apenas as seleções e os adeptos que se preparam para marcar presença no Mundial 2026. Os especialistas alertam também para a possível influência do fenómeno “El Niño”, conhecido por aquecer as águas superficiais do oceano e por contribuir para o aumento das temperaturas à escala global, criando condições propícias a novos recordes de calor.

Durante o Mundial 2026, que decorrerá nos Estados Unidos, no México e no Canadá, são esperadas temperaturas particularmente elevadas, mas também outros fenómenos meteorológicos que podem influenciar o que acontece dentro das quatro linhas. Por exemplo, o jogo amigável entre Inglaterra e Costa Rica, teve de ser adiado cerca de uma hora devido à chuva forte e às tempestades em Orlando, na Flórida.

De acordo com a revista Newsweek, grande parte das 16 cidades anfitriãs que vão acolher o Mundial 2026, nos três países, não dispõe de estádios climatizados ou possui recintos expostos a condições meteorológicas adversas, o que “aumenta a vulnerabilidade ao calor, à humidade, às chuvas intensas e a possíveis atrasos devido a relâmpagos”.

Ao longo da competição, são esperadas temperaturas acima dos 30 graus em várias cidades dos Estados Unidos, México e Canadá, o que já levou a FIFA a implementar pausas para hidratação no decorrer de cada parte dos jogos.



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