O alemão Karim Adeyemi (24 anos) deu uma entrevista ao La Vanguardia e destacou o papel de Hansi Flick na sua carreira, bem como na sua recente mudança para o Barcelona.
“A primeira vez que me fez um grande favor foi com a seleção. Levou-me mesmo antes de eu ser titular no Dortmund. Estava lá há seis meses e, mesmo assim, levou-me ao Mundial. Fiquei muito feliz por isso e, desde então, tenho tido uma relação muito boa com ele”, começa por destacar o veloz avançado, para quem o facto de o levar para o Barcelona não tem descrição.
“Agora acho que fez algo ainda mais importante: trouxe-me para o maior clube do mundo. Nunca poderei agradecer-lhe o suficiente. Estou muito feliz por esta oportunidade, por estar aqui e também pela confiança que o Hansi depositou em mim. Tenho a certeza de que vou retribuir-lhe dentro do relvado. Não só ao Hansi, mas também à equipa e à cidade”.
Além disso, mostra-se confiante de que pode finalmente afirmar-se na elite e deixar para trás a sua histórica irregularidade.
“O Hansi pode potenciar muito em mim. Ele fala sempre do potencial que tenho. Eu não gosto de falar em potencial porque potencial significa que ainda não está lá. Mas estou bastante seguro, ou assim espero, de que vou conseguir mostrar aos adeptos e também aos treinadores aquilo que sou capaz de fazer dentro do relvado”.

Sempre que se fala de Adeyemi, é inevitável referir a sua velocidade. “Não a treino. Simplesmente já estava lá, é um dom. E quando tens um dom, tens de aproveitá-lo ao máximo“, explica antes de esfregar as mãos com a ideia do uso que pode dar-lhe num clube como o Barcelona.
“Temos jogadores incríveis que conseguem colocar a bola de qualquer lado. Mas, evidentemente, a velocidade é uma das coisas que faço realmente bem e estou muito feliz por isso”.
O jogador, filho de pai nigeriano e mãe romena, tem um caráter pouco comum. “Às vezes dizem-me que sou estranho“, confessa, antes de explicar porquê. “Sou simples, tenho a minha própria maneira de pensar e talvez, por vezes, para algumas pessoas possa parecer estranho. Mas sim, sou um rapaz simples e normal, na verdade”.










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