A exibição foi dominante e um sério alerta para quem vier a seguir, seja Portugal ou Croácia. A Espanha já havia terminado a fase de grupos no topo do grupo H, mas não havia ainda assinado uma exibição tão positiva como a que alcançou esta quinta-feira, em Los Angeles, para vencer a seleção da Áustria por 3-0.
Este resultado foi aquilo que de mais equilibrado houve na partida. Os primeiros 20 minutos, não sendo bem distribuídos, terminaram com poucas oportunidades e uma Espanha pouco criativa, que dependeu muito de alguns rasgos de Yamal para tentar chegar à área adversária. Do outro lado, Gregoritsch ficou perto de desviar de cabeça (18′).
Assim decorreu o encontro até à pausa para hidratação. E depois… foi outro jogo totalmente diferente. A velocidade espanhola aumentou e parecia que de todo o lado podia surgir o golo. Aos 28′, Posch evitou o remate de Olmo na área com um corte para canto, que resultou em golo de Cucurella, anulado por falta sobre Schlager. O guardião austríaco assinou uma ótima exibição, ao impedir que Yamal, aos 32′, e Oyarzabal, no minuto seguinte, de abrirem a contagem. Já na compensação, esticou-se para evitar um golaço de livre de Baena e ainda parou a recarga do astro do Barcelona.
Não foi, no entanto, intransponível. Perante a pressão espanhola, a Áustria fechou-se mais. Aos 36′, Cucurella aproveitou a largura e a visão de Pedri para receber sozinho o passe do médio do Barça. Levantou a cabeça, fez o passe rasteiro e Oyarzabal, sozinho na área, só teve de desviar para fazer o 1-0.
Com equipas assim, pouco há a fazer…
Um golo separava as equipas ao intervalo, um número que pouco dizia do domínio espanhol, que, na segunda metade do primeiro tempo, juntou ao controlo as oportunidades de perigo. No segundo tempo, o controlo não mudou. Foi, aliás, muito maior. A vencer, la furia roja não parou de pressionar, de recuperar a bola no meio-campo ofensivo e de lutar pelo golo. Aos 66′, e com toda a naturalidade, uma longuíssima posse de bola levou ao cruzamento de Baena para Pedro Porro. O lateral-direito ex-Sporting apareceu na zona do ponta de lança para fazer, de cabeça, o 2-0.
Os cabeceamentos de Kalajdzic e Posch, que aproveitaram a diferença de altura sobre Cucurella para atirarem ao lado, foram, de resto, as duas aproximações perigosas da Áustria nesta segunda parte. Os comandados de Ralf Rangnick revelaram-se incapazes de parar a turma espanhola, que assinou a melhor exibição neste Campeonato do Mundo, no qual ainda não sofreu qualquer golo. Com a mesma naturalidade do 2-0 chegou o terceiro. Quatro minutos depois de Yamal ter visto Alaba tirar-lhe o golo com um corte em cima da linha (85′), Cucurella fez o passe, Oyarzabal aproveitou o desposicionamento dos centrais, desmarcou-se e, na cara de Schlager, não perdoou.











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