Logo depois da atuação espetacular de Messi na semifinal contra a Inglaterra, quando deu os dois passes para os gols da virada da Argentina que colocaram o time na final da Copa, o técnico Scaloni falou sobre como a Espanha conhecia bem seu camisa 10, e haveria até de desfrutar vê-lo em campo neste domingo. “Tanta alegria o Messi deu a esse país, jogando tanto tempo lá. Espero que entendam a grande diferença desse jogador. Para mim, o que mais ele precisa fazer para ser o melhor futebolista da história? Não há mais nenhum tipo de dúvida. Que a Espanha também o desfrute, porque eu sei que o querem. Não todos os espanhóis, mas grande parte da Espanha o quer”.
Scaloni provavelmente exagerou, afinal, quem quer ver Messi no time adversário? Certamente não os jogadores espanhóis, que têm um longo histórico de derrotas para o astro argentino. Metade dos 26 comandados por Luis de la Fuente já o enfrentou nos últimos 20 anos, e as disputas infividuais não são animadoras para os europeus.
Messi enfrentou pelo menos um jogador do elenco espanhol 81 vezes, e Messi marcou 62 gols nessas partidas.
O zagueiro que mais sofreu é Aymeric Laporte. Entre as passagens por Athletic Bilbao e Manchester City, ele teve que marcar Messi 15 vezes e levou 11 gols. Logo atrás vem Mikel Oyarzabal, que pegou o argentino em 13 partidas pela Real Sociedad e sofreu nove gols.
Rodri também tem um capítulo cheio na história: pelo Villarreal, Atlético de Madrid e Manchester City, foram oito jogos e sete gols de Messi. Marcos Llorente encara números parecidos — oito confrontos entre Alavés, Real Madrid e Atlético, com quatro gols sofridos.
A Real Sociedad é um dos clubes mais visitados pelo argentino nesse retrospecto. Além de Oyarzabal, ele também passou por cima de Mikel Merino (seis jogos, três gols) e Martín Zubimendi (dois jogos, dois gols) — juntos, os três somam 21 partidas e 14 gols sofridos para Messi.
O Athletic Bilbao também aparece com frequência. O goleiro Unai Simón enfrentou o argentino sete vezes e sofreu cinco gols, além do já citado Laporte. Marc Cucurella, então no Eibar e no Getafe, tem retrospecto ainda pior — cinco jogos, cinco gols, média de um por partida.

As melhores médias de Messi, porém, aparecem contra Pedro Porro e Borja Iglesias. Contra o atual lateral do Tottenham, quando ele ainda defendia Girona e Valladolid, foram três gols em apenas duas partidas. Contra Borja Iglesias, passando por Espanyol e Betis, cinco gols em quatro jogos.
Fabián Ruiz também está na lista: seis confrontos e cinco gols sofridos, somando as passagens por Betis, Napoli e PSG. Completam o levantamento Alejandro Grimaldo, com um gol em um único jogo (na época do Benfica, contra o Messi do PSG), e Ferran Torres, com dois gols em três partidas enquanto defendia o Valencia.
Yeremy Pino encarou Messi uma vez, em um Villareal x Barcelona pela La Liga, e perdeu o jogo por 2 a 1 em casa, mas sem gols do argentino.
Não é por outra razão que Messi disse, quando soube quem enfrentaria na final da Copa, que a Espanha “é uma equipe que conheço bem”.
David Raya, Marc Pubill, Eric García, Gavi, Dani Olmo, Joan García, Álex Baena, Nico Williams, Lamine Yamal, Pedri, Pau Cubarsí e Víctor Muñoz vão ver Messi pela frente pela primeira vez. Será que terão mais sorte?











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