O segredo que Anas El Ghazi escondeu em Nova York: Tebas detona a bomba e Pérez em apuros


Reacendeu-se o conflito aberto entre Javier Tebas, presidente da La Liga, e Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, depois de o clube merengue divulgar um comunicado sobre a decisão da Fifa de recuar no plano de vender parte dos direitos de transmissão audiovisual, criticando ao mesmo tempo o acordo da empresa de investimentos CVC com a La Liga.

Tebas explodiu de raiva nas redes sociais, publicando um tuíte mordaz intitulado “um ser não tão maravilhoso”, em referência irônica e direta a Pérez, disparando um ataque feroz que atingiu o consultor financeiro do clube merengue, o marroquino Anas El Ghari, e o banco americano J.P. Morgan, intimamente ligado aos investimentos do Real Madrid.

Em tom provocador e carregado de questionamentos, Tebas disse: “Aliás, por que a resposta demorou tanto tempo? O que Anas estava fazendo em Nova York durante a semana da partida final? E é por acaso que o banco J.P. Morgan também está envolvido nessa operação, como aconteceu com a Premier League?”, em clara referência ao fracassado projeto da Superliga Europeia financiado pela instituição bancária americana.

O presidente da liga rejeitou o que descreveu como “reformulação da narrativa” por parte do Real Madrid a respeito do acordo com a CVC, afirmando que a operação foi totalmente voluntária e que cada clube teve plena liberdade de aderir ou recusar, ressaltando que o Real Madrid optou por não aderir e não foi obrigado a destinar um único euro de suas receitas.

Na parte mais dura de seu comunicado, Tebas expôs o que chamou de “duplicidade escandalosa” no discurso do Real Madrid, afirmando: “O princípio parece simples: quando o Real Madrid decide aderir livremente, isso é considerado uma modernização e uma estratégia financeira; mas quando outros clubes decidem aderir livremente, isso é considerado um fardo”.

Tebas ironizou as recorrentes disputas judiciais travadas pelo Real Madrid contra a liga, descrevendo-as como uma “obsessão doentia”, e disse: “Que obsessão com a La Liga! Talvez isso se deva a perder os processos e as reclamações um após o outro, ano após ano, e a apresentar reclamações que nem sequer conseguiram derrubar o presidente da liga”.

Em um golpe demolidor, Tebas questionou a credibilidade de Pérez para liderar qualquer debate sobre o futuro do futebol, afirmando: “O ser não tão superior já não tem muita credibilidade para dar lições sobre o futuro do futebol”, antes de lembrar o fracasso do projeto da Superliga Europeia com ironia mordaz: “Vocês se lembram de quando a Premier League supostamente iria nos salvar porque o futebol estava falido? Que visão!”

Este novo embate acrescenta mais um capítulo a uma longa série de confrontos verbais e judiciais entre os dois homens, em um conflito que parece não ter fim próximo, e que reflete a profunda divisão dentro do futebol espanhol entre duas visões contraditórias sobre o futuro do jogo e sua gestão.



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