Javier Tebas, presidente da LaLiga, intensificou suas críticas à Federação Internacional de Futebol (Fifa), diante da crise que a entidade vive recentemente, ao considerar que ocultar decisões cruciais dos órgãos responsáveis e dos representantes do futebol em todo o mundo representa “um colapso extremamente grave da governança institucional”.
Em sua conta na plataforma “X”, nesta sexta-feira, Tebas escreveu que o que descreveu como o “pedido de desculpas de Rabat” não representa uma solução para a atual crise que abala a Federação Internacional, ressaltando que a questão vai além de um simples problema na forma de comunicação.
A Fifa havia anunciado, após a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México, uma proposta para vender 20% da empresa FIFA Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária que a Federação Internacional pretendia fundar para gerir suas operações comerciais e seus eventos, entre eles a Copa do Mundo.
Mas o presidente da Fifa, Gianni Infantino, recuou posteriormente do projeto e anunciou sua retirada após uma grande onda de indignação internacional.
Tebas exige a definição de responsabilidades
Tebas considerou que reconhecer a existência de um processo de ocultação de informações não pode terminar com a mera apresentação de um pedido de desculpas, enfatizando a necessidade de identificar o responsável por tomar essas decisões e responsabilizá-lo.
O presidente da LaLiga afirmou que “não basta pedir perdão”, exigindo que se “identifique quem decidiu agir dessa forma e lhe seja atribuída a responsabilidade”, acrescentando que a pessoa que conduziu o processo e o supervisionou diretamente não pode ser eximida da responsabilidade, em referência clara a Infantino.
As críticas de Tebas não pararam no caso da empresa comercial, pois ele reabriu a questão do jogador norte-americano Folarin Balogun, cuja punição foi suspensa durante a Copa do Mundo, após pressões políticas reconhecidas publicamente pelo presidente norte-americano Donald Trump, para permitir que o jogador participasse da partida seguinte contra a Bélgica nas oitavas de final.
Tebas descreveu esse episódio como “uma interferência política inaceitável na independência do sistema disciplinar do futebol”, criticando ao mesmo tempo as explicações apresentadas por Infantino sobre o caso, e considerando-as pouco convincentes.
Críticas ao apoio a Infantino
O presidente da LaLiga também direcionou críticas às declarações de apoio emitidas recentemente em favor de Infantino por parte da Confederação Africana de Futebol (CAF), da Federação Argentina de Futebol e de várias outras federações nacionais.
Tebas considera que essas posições não contribuem para o fim da crise, mas revelam, em seu ponto de vista, que “o verdadeiro problema na governança do futebol mundial está no próprio sistema”.
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As declarações de Tebas vêm na esteira da reunião de Rabat que a Fifa realizou esta semana no Marrocos, em meio ao crescimento das críticas dirigidas a Infantino por causa do projeto da empresa comercial proposta.
O presidente da LaLiga ressaltou que a reunião de Rabat não deveria se transformar em uma “cerimônia para inocentar” os responsáveis pela crise, considerando que o ocorrido deve constituir um “ponto de virada” na forma de administrar o futebol mundial.
Tebas concluiu ressaltando que o sistema atual enfrenta problemas relacionados à transparência, à independência e à concentração de poder, em uma nova crítica que se soma à série de posicionamentos contrários à forma de gestão da Federação Internacional de Futebol no último período.











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