Segundo informações publicadas pelo jornal britânico The Guardian, Trump revelou que o troféu da competição permaneceu com ele após a disputa do torneio. De acordo com o presidente americano, a taça original ficou no Salão Oval da Casa Branca como peça decorativa, enquanto o Chelsea, campeão da competição, recebeu uma réplica para levar para Londres.
O republicano afirmou que dirigentes da Fifa levaram o troféu à Casa Branca antes do torneio e lhe disseram que ele poderia permanecer com a peça. Segundo seu relato, quando questionou quando ela seria retirada, ouviu que a taça ficaria definitivamente no local e que uma nova seria produzida para o clube vencedor. Já outros veículos especularam que o próprio presidente americano teria afirmado que não devolveria o troféu, deixando Infantino sem ação frente à atitude.
O episódio ganhou repercussão também durante a cerimônia de premiação. Trump recebeu uma medalha, entregou o troféu ao campeão, mas permaneceu no palco ao lado dos jogadores do Chelsea durante as comemorações do título, gerando constrangimento e surpresa entre os atletas. Na ocasião, ele também foi vaiado. O jogador Cole Palmer admitiu posteriormente o estranhamento com a situação.
— Eu sabia que ele estaria lá, mas não sabia que ficaria no palco quando levantaríamos o troféu. Fiquei um pouco confuso, sim — afirmou o jogador.
A presença do presidente americano na final da Copa do Mundo de 2026 chegou a ser tratada como incerta. Trump não compareceu à cerimônia de abertura do torneio e também foi alvo de vaias durante uma aparição em uma partida das finais da NBA no mesmo período. Além disso, pesquisas de opinião apontam queda em sua popularidade nos Estados Unidos, após o início da guerra contra o Irã, o que alimentou dúvidas sobre sua participação na decisão do Mundial.
A relação entre Infantino e Trump também vem sendo alvo de críticas dentro e fora do futebol. A proximidade entre os dois passou a ser novamente questionada em meio a dificuldades envolvendo a concessão de vistos para jornalistas e integrantes de delegações estrangeiras que participarão da Copa do Mundo. Um dos casos que ganhou repercussão foi o do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos para a competição.
Outro episódio que gerou controvérsia ocorreu durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo, quando foi criado o chamado Fifa Peace Prize (Prêmio da Paz da FIFA), entregue a Trump. A iniciativa foi interpretada por grande parte da imprensa internacional como uma homenagem criada apenas para agradar o presidente americano e reforçar a relação política construída entre o mandatário e o dirigente da entidade.










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