Uefa busca apoio de dono do PSG em guerra política contra a Fifa


O clima de tensão entre a Uefa e a Fifa, intensificado após a proposta de Gianni Infantino de abrir competições da entidade a investidores privados, segue gerando desdobramentos nos bastidores do futebol mundial. Mesmo após o recuo do presidente da Fifa em relação ao projeto, a entidade europeia mantém sua postura crítica e já articula novas formas de pressão — entre elas, um possível boicote à Copa do Mundo de Clubes.

A ideia vem sendo conduzida pelo presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, que busca fortalecer o movimento com o apoio da Associação de Clubes Europeus (ECA), organização que representa mais de 850 equipes do continente. O respaldo dos clubes é visto como peça-chave para dar força à estratégia política da entidade.

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De acordo com o portal talkSport, Ceferin pretende avançar nas conversas durante a Supercopa da Uefa, marcada para o dia 12 de agosto, em Salzburg, na Áustria. Na ocasião, ele deve se reunir com Nasser Al-Khelaïfi, presidente do Paris Saint-Germain e também líder da ECA. O dirigente catariano estará presente no evento, já que o PSG, campeão da Champions League, enfrentará o Aston Villa, vencedor da Liga Europa.

Apesar da tentativa de aproximação, Ceferin sabe que o diálogo não será simples. Al-Khelaïfi é considerado um aliado de Infantino e teve participação ativa na estruturação do modelo econômico da Copa do Mundo de Clubes de 2025, disputada nos Estados Unidos e vencida pelo Chelsea.

Nasser Al-Khelaïfi
Nasser Al-Khelaïfi – Foto: Geoffroy Van Der Hasselt | AFP

Insatisfação dos clubes

Mesmo com o sucesso esportivo e financeiro da edição inaugural, ainda há insatisfação entre os clubes. Segundo a mesma publicação inglesa, diversas equipes aguardam até hoje o pagamento das quantias de solidariedade prometidas pela Fifa, o que aumenta o desgaste na relação com a entidade.

Criada durante a gestão de Infantino, a nova Copa do Mundo de Clubes ainda carece de definições importantes para o futuro. Até o momento, não há confirmação sobre a sede nem sobre o plano comercial da próxima edição, prevista para 2029 — fatores que também alimentam incertezas entre os participantes.

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Reações negativas e impacto

O embate entre Uefa e Fifa ganhou força justamente após a divulgação, pelo jornal The Times, da intenção de vender participações comerciais dos torneios da entidade máxima do futebol. A proposta gerou forte reação não apenas da Uefa, mas também de outras confederações, como a Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol, que se posicionaram publicamente contra a medida.

O plano precisaria ser aprovado pelas 211 associações que fazem parte da Fifa, uma de cada país filiado à entidade, com prazo até 19 de setembro para os membros se manifestarem. No entanto, não houve nenhum posicionamento favorável.

Embora Infantino tenha recuado da ideia, o episódio deixou marcas e abriu espaço para um cenário de confronto político que pode impactar diretamente o futuro das principais competições internacionais. A desistência foi anunciada na sexta-feira, 31, em nota publicada pela entidade que comanda o futebol.





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