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4 de Agosto 2026 às 11:06
“A Embaixada observou que a desinformação contribuiu para a percepção de xenofobia no discurso público. Estas afirmações são contraproducentes, dado que a África do Sul mantém o compromisso com o pan-africanismo e a cooperação regional”, começa por justificar a Missão Diplomática sul-africana em Luanda, numa nota enviada ao NJ.
O documento expressa também que a África do Sul reitera o compromisso em garantir segurança, dignidade e a protecção de todos os indivíduos dentro das suas fronteiras, não obstante a nacionalidade.
Assim, condena inequivocamente “todos os actos de violência, intimidação e criminalidade” e afirma que “tais acções não reflectem os valores consagrados na Constituição sul-africana”.
A Embaixada sul-africana reconhece, igualmente, que o seu Governo tomou medidas para reforçar a aplicação da Lei e reduzir tensões, assinalando que marchas públicas “podem ser exploradas por elementos com intenções negativas”.
Durante o seu discurso na 7ª Sessão do Parlamento Pan-Africano, no dia 27 de Julho de 2026, o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, condenou estes actos como “abomináveis” e pediu uma avaliação objectiva.
Para a África do Sul, Angola é um parceiro estratégico na região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, no continente e a nível internacional. Além disso, é um país ao qual agradece a solidariedade prestada durante a luta contra o apartheid e com quem valoriza profundamente a relação histórica.
Por último, o comunicado exorta o público a consultar fontes fidedignas sobre assuntos relacionados com a migração e a ter cuidado com informações não verificadas ou enganosas.
A Missão Diplomática sul-africana promete continuar manter contacto com as autoridades locais competentes e está pronta para prestar informações e assistência, caso seja necessário, concluindo que a África do Sul ainda é um destino acolhedor para negócios, educação, saúde, turismo e visitas familiares.








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