Moçambique – O Governo da província de Tete está a intensificar as medidas de prevenção contra o vírus do Ébola, reforçando o controlo nas fronteiras e apelando à colaboração da população. A província, que constitui um dos principais corredores de circulação na África Austral, recebe todos os dias viajantes e transportadores provenientes de vários países da região, incluindo a República Democrática do Congo, onde a doença continua a suscitar preocupação.
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O Governo da província de Tete, no centro de Moçambique, reforçou as medidas de prevenção contra o vírus do Ébola, numa altura em que a província continua a assumir um papel estratégico como corredor de circulação de pessoas e mercadorias na África Austral.
Tete faz fronteira com o Malawi, a Zâmbia e o Zimbabwe e recebe todos os dias cidadãos provenientes da República Democrática do Congo e da região dos Grandes Lagos, muitos dos quais seguem viagem para o Porto da Beira ou para a vizinha República da África do Sul. Perante este cenário, as autoridades provinciais intensificaram a vigilância sanitária nos postos fronteiriços.
Segundo o governador de Tete, Domingos Viola, a proximidade da região afectada pela doença exige um reforço das medidas de prevenção. “Aqui perto, na zona dos Grandes Lagos, existe uma doença muito contagiosa chamada Ébola”, afirmou, sublinhando que o objectivo é “garantir que as pessoas que entram no nosso país não tragam essa doença para nós”.
As acções em curso abrangem o rastreio de passageiros em trânsito, a medição da temperatura corporal e a identificação de casos suspeitos em quatro postos de fronteira da província.
Além do reforço do controlo fronteiriço, Domingos Viola apelou à população para investir no saneamento do meio, considerando que esta é uma medida importante não apenas para prevenir o Ébola, mas também para reduzir a incidência de outras doenças. “Não só por causa do Ébola, mas também para combater outras doenças, como a cólera e as diarreias”, sublinhou.
Até ao momento, Moçambique não registou qualquer caso positivo de Ébola, mas as autoridades mantêm o acompanhamento da situação epidemiológica na região e reforçam as medidas de prevenção nas zonas de maior circulação de pessoas.









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