Moçambique enfrenta, desde o fim-de-semana, uma nova vaga de escassez de combustíveis. A situação está a provocar longas filas nos postos de abastecimento e a aumentar a apreensão entre os automobilistas, numa altura em que as causas do problema continuam por esclarecer.
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A capital, Maputo, é o reflexo desta nova crise de abastecimento, que volta a afectar o quotidiano da população. Nas filas dos postos de combustível, multiplicam-se os relatos de frustração. É o caso de Manuel Jorge que conta que “desde anteontem que há problemas de combustível. Fiquei aqui cerca de 30 minutos. Estavam a abastecer, mas, passado algum tempo, disseram que já não tinham combustível.”
A situação é particularmente preocupante para os operadores de táxis e de transportes semi-colectivos de passageiros, cuja actividade depende inteiramente do abastecimento diário.
Jaime Sitoe receia que a escassez comprometa o seu sustento. “O maior receio é não conseguirmos encontrar combustível. Sem combustível não há trabalho. Não há forma de trabalhar e acabamos por ficar parados.”
O Governo moçambicano garante estar a acompanhar a situação. O porta-voz do Executivo, Inocêncio Impissa, afirmou que está em curso uma análise para apurar as causas da escassez.
“Relativamente aos combustíveis, está a ser feita uma análise para perceber o que se está a passar e confirmar se estamos, de facto, perante o início de uma segunda vaga de escassez”, garantiu.
Entretanto, continuam a registar-se longas filas nos postos de abastecimento em Maputo e noutras províncias do país, enquanto os automobilistas aguardam por esclarecimentos e por uma normalização do fornecimento.










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