A epidemia de ébola na República Democrática do Congo (RDC) está a intensificar-se a um ritmo “excepcional”, alertou no sábado a Organização Mundial de Saúde (OMS), apelando a uma resposta sanitária reforçada.
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Estão registados actualmente na Répública Democrática do Congo um total de 3 605 casos confirmados, incluindo 1 587 mortos, numa taxa de letalidade de 44%, de acordo com a OMS.
Declarado oficialmente a 15 de Maio, o actual surto, provocado pela variante Bundibugyo, para a qual não existem, actualmente, nem vacina nem tratamento, atinge regiões onde a presença do Estado é frágil e as infraestructuras de saúde são extremamente precárias.
“Trata-se da maior epidemia de ébola alguma vez registada na RDC“, alertou este sábado a OMS, num boletim informativo, confirmando dados divulgados no dia anterior pelas autoridades congolesas.
A instituição sanitária avança ainda que a epidemia “está a intensificar-se, com uma elevada transmissão e um aumento contínuo do número de casos notificados e de mortes“.
O Centro africano de prevenção e controlo de doenças (Africa CDC) publicou um relatório a 30 de Julho, no qual conclui que se trata da propagação mais rápida “jamais vista” do vírus Ebola na RDC.
Inicialmente presente apenas na província de Ituri, a epidemia propagou-se, nos últimos dois meses, a outras quatro províncias, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Alto-Uélé e Tshopo.
Continuam a ser notificadas infecções entre profissionais de saúde, tendo sido confirmados 151 casos, incluindo 44 mortes.
As autoridades nacionais da RDC, em colaboração com a OMS, continuam a implementar medidas de resposta em “grande escala“, sendo necessário, no entanto, sublinha a organiazção, que “um aumento substancial das actividades de resposta para antecipar a epidemia“.
No Uganda, o Ministério da Saúde declarou, na terça-feira, o fim da epidemia de ébola no país, mas, segundo a OMS, o risco persiste.
A Hilleman Laboratories, com sede em Singapura, anunciou na quinta-feira, que vai desenvolver uma vacina, descrita pela OMS como “a mais promissora” contra a epidemia que está a assolar a RDC.
Na semana passada, um primeiro voluntário recebeu a dose inicial de uma outra vacina contra a estirpe Bundibugyo, desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.










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