A Electrolux Group registrou crescimento na América Latina no segundo trimestre de 2026, com o Brasil respondendo pela maior parte do avanço da região. Enquanto a companhia enfrenta pressão na América do Norte, em meio aos efeitos das tarifas de importação e dos custos de reestruturação, o mercado brasileiro sustentou o aumento de vendas e da rentabilidade na operação latino-americana.
Na América Latina, as vendas orgânicas cresceram 4,5% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionadas principalmente pelo desempenho do Brasil. O lucro operacional, excluindo itens não recorrentes, somou 576 milhões de coroas suecas, alta de 27,1% na comparação anual. A margem operacional passou de 6,5% para 7,7%.
A companhia manteve perspectiva positiva para o mercado brasileiro em 2026, enquanto classificou como neutra a expectativa para a Europa e negativa para a América do Norte. Segundo a Electrolux, o desempenho no Brasil foi sustentado pela demanda por eletroportáteis e pela ampliação do portfólio da marca.
A empresa também destacou a contribuição da fábrica de Gralha Azul (PR), inaugurada em 2025, para a operação local. Segundo a companhia, a unidade ampliou a eficiência da cadeia de suprimentos e faz parte da estratégia de redução de emissões.
Na América Latina, a Electrolux reconheceu um impacto não recorrente negativo de 101 milhões de coroas suecas (equivalente a R$ 53,5 milhões na cotação de hoje) relacionado à redução de pessoal na Argentina e ao encerramento da produção na fábrica de Santiago, no Chile.
No consolidado, a companhia registrou prejuízo líquido no segundo trimestre, impactado por 2,2 bilhões de coroas suecas em itens não recorrentes. O montante está associado ao plano de transformação do grupo, que inclui uma parceria com a Midea na América do Norte e a revisão da estrutura industrial na Europa, com o fechamento planejado de uma fábrica na Hungria.
O presidente-executivo da Electrolux, Yannick Fierling, afirmou que a companhia concluiu um aumento de capital de 9,1 bilhões de coroas suecas, reduzindo a dívida líquida e fortalecendo a estrutura financeira para dar continuidade ao plano de reestruturação.











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