O dólar à vista exibiu valorização consistente frente ao real na sessão desta terça-feira em meio à piora na percepção de risco local. A moeda americana até recuou nos mercados pares, em especial contra divisas da América Latina, mas o câmbio brasileiro não surfou a onda por causa do mau humor com a política local.
Operadores disseram que o movimento mais adverso ganhou força com a divulgação da pesquisa CNT/MDA que apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o candidato mais provável a vencer as eleições neste ano. A não alternância de poder preocupa os agentes devido à condução da endividamento público, daí o prêmio embutido nos ativos. Com isso, o real tornou-se a pior entre as 33 moedas, enquanto os pesos colombiano, argentino, chileno e mexicano estiveram entre as moedas mais fortes.
Encerradas as negociações desta terça-feira, o dólar à vista fechou negociado em alta de 0,98%, cotado a R$ 5,1606, depois de ter encostado na mínima de R$ 5,0983 e batido na máxima de R$ 5,1776. Já o euro comercial apreciou 0,99%, a R$ 5,9566. Perto das 17h15, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, seguia estável (+0,01%), aos 99,818 pontos.








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