Os EUA têm a intenção de conduzir intervenções militares “terrestres” contra traficantes de drogas na América Latina, adotando a mesma estratégia que foi utilizada nos ataques a embarcações suspeitas de envolvimento no tráfico de entorpecentes em águas internacionais, afirmou o secretário da Guerra, Pete Hegseth, nesta quarta-feira (12).
De acordo com Hegseth (foto), as ações podem ser realizadas “em qualquer lugar” que haja a presença de organizações narcotraficantes, expandindo o escopo das operações para além das nações envolvidas na coalizão estabelecida pelo governo de Donald Trump no combate aos cartéis.
“Teremos um impacto semelhante em solo. Portanto, estamos colaborando com o Equador, a Colômbia e outros parceiros para enfrentar as DTOs [organizações classificadas como terroristas] no terreno“, afirmou.
“Em qualquer lugar onde haja tráfico de drogas ou ameaças ao povo dos Estados Unidos e seus aliados, essas organizações se tornam um alvo, assim como o ISIS ou a Al-Qaeda.”
O Brasil não integra a coalizão sob a liderança dos Estados Unidos. Esse conjunto abrange 19 nações, incluindo Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Honduras e Peru, em uma iniciativa conhecida como Coalizão Anticartéis das Américas.
Em setembro do ano anterior, a administração Trump deu início a uma série de ações contra alegadas embarcações de traficantes de drogas no Caribe e na parte oriental do Oceano Pacífico. Essas operações resultaram na morte de pelo menos 215 pessoas.
Hegseth declarou que, em um futuro próximo, os Estados Unidos têm a intenção de colaborar com seus parceiros para criar uma capacidade de operação semelhante àquela empregada nos ataques às embarcações.
A abordagem pode ser utilizada contra facções que vão desde o contrabando de cocaína até a venda de fentanil no México. Hegseth ainda identificou como “alvos válidos” os grupos remanescentes de guerrilhas colombianas.
O México, lar de várias das mais importantes facções criminosas da área, não faz parte da coalizão. Por outro lado, a Colômbia se juntou à aliança esta semana.
“Não iremos levá-los aos tribunais, cientes de que serão soltos. Vamos desmantelar essas redes utilizando todos os recursos disponíveis do governo dos Estados Unidos“, advertiu.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos fez suas afirmações na noite de quarta-feira, em um local desconhecido na selva do Panamá. Ele se deslocou até o Panamá para observar os exercícios militares que ocorrem todos os anos, envolvendo aproximadamente 20 nações. (Foto: Reuters)
Por Opinião em Pauta com informações da Reuters











Leave a Reply