UnB Notícias – Reunião entre UnB e representantes do Grulac busca ampliar integração com América Latina e Caribe


Encontro reuniu corpo diplomático e universidades para construir uma agenda de colaboração em mobilidade, pesquisa, inovação e intercâmbio científico

Reunião de trabalho definiu os primeiros encaminhamentos para uma agenda permanente de colaboração entre universidades e países do Grulac. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

 

A Universidade de Brasília (UnB) reuniu representantes do Grupo de Países da América Latina e do Caribe (Grulac), embaixadores e dirigentes universitários para discutir novas oportunidades de colaboração acadêmica, científica e cultural entre instituições de ensino superior da região. O encontro, realizado nesta quarta-feira (5), no Salão de Atos da Reitoria, integrou a política de internacionalização da UnB e fortaleceu o diálogo entre o corpo diplomático e a comunidade acadêmica.

 

O Grulac reúne as representações diplomáticas dos países da América Latina e do Caribe e atua como um mecanismo de articulação para promover o diálogo, a cooperação e a coordenação de iniciativas de interesse comum entre os países da região. Desde julho, a presidência do grupo no Brasil é exercida pela Embaixada do México.

 

Participaram do encontro representantes diplomáticos de Argentina, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Trinidad e Tobago e Venezuela, além de representantes da Universidade de Brasília e da Universidade Católica de Brasília.

 

ABERTURA – Na abertura do encontro, a reitora Rozana Naves destacou que os desafios compartilhados pelos países da região reforçam a importância da atuação conjunta entre as universidades. “Por mais diversos que sejamos, ainda assim conseguimos nos reconhecer como países irmãos, desafiados por problemas muito parecidos. Podemos atuar conjuntamente no campo da pesquisa e da educação e também na defesa de nossas soberanias nacionais”, disse.

 

A reitora também informou que a UnB mantém 69 acordos de cooperação com países representados no Grulac e destacou programas de fomento que podem ampliar a mobilidade acadêmica e a produção científica colaborativa, entre eles o Capes Global, o Móvel América, a Cátedra Jorge Amado e o Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) e Pós-Graduação (PEC-PG).

 

O presidente pro tempore do Grulac e embaixador do México no Brasil, Carlos García de Alba, afirmou que fortalecer a articulação acadêmica entre Brasil, América Latina e Caribe é uma das prioridades da atual presidência do grupo. Segundo ele, ampliar a mobilidade de estudantes e pesquisadores, incentivar projetos conjuntos e melhorar a cooperação científica são iniciativas essenciais para enfrentar desafios comuns, como transformação digital, desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas, saúde pública e inclusão social.

 

O secretário substituto de Assuntos Internacionais da UnB, Diego de Tassio Silva, ressaltou que a região ocupa posição estratégica na política de internacionalização da Universidade. “A internacionalização universitária representa a construção de redes permanentes de confiança, o intercâmbio de experiências e a produção conjunta de conhecimentos”, afirmou. Ele também pontuou o papel das representações diplomáticas na aproximação entre universidades, centros de pesquisa, governos e agências de fomento.

 

O reitor da Universidade Católica de Brasília (UCB), Manuel Nabais da Furriela, observou que a integração regional amplia as oportunidades de pesquisa, intercâmbio de estudantes e docentes e desenvolvimento de projetos conjuntos entre instituições de ensino superior.

 

AGENDA PERMANENTE – Após a abertura, representantes das universidades e das embaixadas realizaram uma reunião de trabalho para discutir propostas para ampliar a integração entre a comunidade universitária e os países representados no Grulac. Entre os temas abordados estiveram mobilidade acadêmica, pesquisa, inovação, sustentabilidade, saúde, inteligência artificial, mudanças climáticas e fortalecimento das redes universitárias latino-americanas e caribenhas.

 

Segundo Diego de Tassio Silva, o encontro representou o início de uma agenda permanente de colaboração. “Esta foi uma primeira aproximação institucional, que estabeleceu o compromisso de construirmos uma agenda contínua de colaboração entre a UnB e os países do Grulac”, contou.

 

Nos encaminhamentos debatidos, consta a proposta de realização de um Dia ou Semana da América Latina e do Caribe na UnB, reunindo mostras de cinema, apresentações artísticas, exposições, palestras e outras atividades voltadas à valorização da diversidade da região. Também foi discutida a realização de uma feira internacional para divulgar bolsas de estudo, programas de mobilidade acadêmica e oportunidades de intercâmbio oferecidas pelos países participantes.

 

Outro tema debatido foi a criação de uma agenda periódica de encontros entre representantes diplomáticos e a comunidade universitária, com rodas de conversa e palestras sobre relações internacionais, política externa e temas ligados aos países latino-americanos e caribenhos. O grupo também avaliou a realização de conferências, seminários e aulas magnas com lideranças acadêmicas, diplomáticas, culturais e políticas da região durante visitas oficiais ao Brasil.

 

Para o médio e longo prazo, os participantes ponderaram sobre a possibilidade de criação de um curso de especialização voltado à formação de diplomatas e profissionais de relações internacionais. Além disso, as representações conversaram sobre a oferta de disciplinas ministradas por professores estrangeiros por meio de acordos de cátedra.

 

“O objetivo é aproximar cada vez mais a comunidade universitária das representações diplomáticas e transformar esse diálogo em oportunidades concretas de ensino, pesquisa, extensão e internacionalização”, resumiu o gestor Diego de Tassio Silva.

 



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