Angola: casos de Hepatite B infectam 21% da população


Em Angola, os casos de hepatite B atingem 21% da população, uma prevalência muito superior aos 1,6% registados para o VIH/SIDA. As autoridades sanitárias associam o aumento ao reflexo da falta de informação sobre a doença e apontam Luanda como o epicentro da infecção, com cerca de 50% dos casos.

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O Instituto Nacional de Luta contra a Sida e Outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (INLS) diz estar preocupado com a multiplicação de hepatites virais, sobretudo a B, que se não for tratada a tempo, pode evoluir para uma cirrose ou parra um cancro. 

A directora da instituição, Lúcia Furtado, esclarece que a única saída para se evitar a replicação do vírus é optar pela prevenção e pela testagem voluntária 

“Todos nós temos que saber o nosso estado serológico. Apesar que a hepatite B, cerca de 80% das pessoas que são infectadas, o organismo consegue criar mecanismos e abafar esse vírus, não há replicação. Aqueles que não conseguem ter esse mecanismo de defesa vão evoluir para aquilo que nós chamamos as cirroses e os canceres”, disse a médica.

Já José Van-Dúnem, do Instituto Nacional de Luta contra a Sida e Outras Doenças Sexualmente Transmissíveis, afirma que, comparativamente a taxa de 1,6% do VIH/SIDA, os casos de hepatite B cifram-se em 21%, afectando cerca de 19% das mulheres e 23% dos homens, com Luanda a liderar as estatísticas com uma prevalência de 50% das infeções.” 

Em Angola, os casos de hepatite B atingem 21% da população, uma prevalência muito superior aos 1,6% registados para o VIH/SIDA. As autoridades sanitárias associam o aumento ao reflexo da falta de informação sobre a doença e apontam Luanda como o epicentro da infecção, com cerca de 50% dos casos.
Em Angola, os casos de hepatite B atingem 21% da população, uma prevalência muito superior aos 1,6% registados para o VIH/SIDA. As autoridades sanitárias associam o aumento ao reflexo da falta de informação sobre a doença e apontam Luanda como o epicentro da infecção, com cerca de 50% dos casos. © Francisco Paulo/RFI

“Este é o ponto em que nos situamos, neste momento, com esta prevalência que é altíssima de 21% e em que nos devemos chamar a atenção para que façamos campanhas e aconselhemos as pessoas a testarem-se, não obstante todos sabermos que é de transmissão sexual, mas as pessoas não têm a preocupação de se testar e raramente sabem do seu estado serológico”, anunciou  o responsável.

De acordo com o organismo de luta contra as doenças sexualmente transmissíveis, a transmissão pela via sexual e de mãe para filho continua a ser uma das principais formas de contagio do vírus no país, apesar da introdução da vacina ao nascer. 

Para travar a propagação da doença, o Instituto Nacional de Luta contra o Sida e Outras Doenças Sexualmente Transmissíveis desenvolve uma campanha nacional de testagem e vacinação em 10 províncias, tendo descoberto só no mês de julho 745 novos casos positivos de hepatite B.



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