O volume de compras de produtos e serviços online na Rede Multicaixa cresceu 72%, para 110 mil milhões Kz, durante o I.º semestre, o que significa que, em média, os angolanos gastaram mais de 18 mil milhões Kz por mês no e-commerce, apurou o Expansão com base nos dados da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS).
A expansão do comércio electrónico tem sido impulsionada pelo crescimento da penetração dos smartphones, pela evolução do sistema de pagamentos digitais e também pela adaptação dos pequenos negócios às redes sociais, a nova montra de produtos e serviços em todo o mundo. Este crescimento nos primeiros seis meses do ano projecta um final de 2026 com perto de 220 mil milhões Kz em compras online, quase o dobro dos 144 mil milhões Kz gastos pelos angolanos no e-commerce em 2025.
Contudo, trata-se de uma extrapolação simples, visto que o segundo semestre costuma registar um maior volume de compras devido à sazonalidade, com períodos como a Black Friday e o Natal, ocasiões em que o consumo aumenta, sugerindo que o total anual poderá ser ainda mais elevado. Desde o final de 2021, quando foram divulgados os primeiros dados sobre as compras online, até Junho de 2026, os angolanos já gastaram cerca de 312 mil milhões Kz em compras em lojas digitais, considerando apenas as transacções realizadas na rede Multicaixa da EMIS.
Apesar do crescimento expressivo, o tamanho do e-commerce no País é subestimado, uma vez que não fazem parte destas estatísticas modalidades como o pagamento à entrega ou o buy now, pay later (BNPL), forma de pagamento que se tem popularizado em todo o mundo. Também ficam de fora as compras realizadas em marketplaces transfronteiriços ou internacionais, que são contabilizadas de forma diferente noutros países e ajudam a dar uma dimensão mais consistente dos hábitos dos consumidores. Historicamente, as primeiras plataformas de e-commerce “made in Angola” começaram a surgir em 2015.
À semelhança do mercado global, as compras online ganharam mais força a partir de 2020, período em que as pessoas se viram restringidas nas interacções físicas impostas pela Covid-19, alterando os hábitos de consumo e de venda das empresas. Este contexto fez disparar o comércio electrónico em todo o mundo.
Foi também nesta altura que entrou em operação a GPO (Gateway de Pagamentos Online), uma ferramenta tecnológica que funciona como uma ponte segura entre o site de vendas, o cliente e as instituições…









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