Depois de novos máximos atingidos na segunda-feira pelas praças europeias e americanas, as praças asiáticas fecharam a sessão de terça-feira com valorizações, ainda que num tom mais contido.
No Japão, o Nikkei cresceu 0,3%, enquanto o Topix subiu 0,04%, estando ainda estes mercados a digerir os esforços conjuntos dos Estados Unidos da América (EUA) e do Japão para intervir no iene, que cresceu mais de 3% face ao dólar na última semana. Um iene mais forte torna os produtos japoneses mais caros no estrangeiro e traz pressão sobretudo sobre as empresas exportadoras, além de tornar mais cara a própria aposta dos investidores no mercado de capitais japoneses.
Em simultâneo, o índice sul-coreano Kospi cresceu 1,6%, reduzindo as quedas nos últimos 30 dias para 2,5%. O chinês Shangai Composite subiu 0,53% e, em sentido contrário, o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,82%. Já o MSCI Asia Pacific – índice de referência para os mercados asiáticos – negoceia a recuar 0,2%.
Segundo Hiroki Takei, estratega da Resona Holdings citado pela Bloomberg, “até agora, os investidores estavam focados principalmente nos investimentos em infra-estrutura, aqueles que fornecem a base da Inteligência Artificial (IA), o que ajudou a impulsionar as acções de tecnologia asiáticas”. “Mas agora que há sinais crescentes de que esses investimentos estão a começar a gerar retornos, a atenção está a voltar para as empresas que realmente usam IA para impulsionar o crescimento dos lucros”, acrescentou.
“Os investidores estão essencialmente à espera de dados que forcem uma leitura mais clara sobre a direcção das taxas de juro, em vez de negociarem com base em retórica”, afirmou, por sua vez, Billy Leung, estratega de investimento na Global X Management, citado pela agência de notícias financeiras. “Os dados do emprego dos Estados Unidos de sexta-feira são o próximo teste a sério”, acrescentou.
Outro desafio potencial para os mercados chega nesta terça-feira, quando a SpaceX apresenta os primeiros resultados como empresa cotada em bolsa. A ocasião marca também o início de um dos maiores desbloqueios de acções da história dos mercados de capitais, com até 116 mil milhões de dólares em acções a tornarem-se elegíveis para venda pela primeira vez no próximo mês.








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