Monique Evelle escolhe a Ásia para sua nova imersão: ‘Vou buscar o futuro onde ele está’


Fundadora da Inventivos, investidora vai passar cinco meses na Ásia para acompanhar de perto transformações em tecnologia, consumo e comércio digital

A investidora e fundadora da Inventivos, Monique Evelle, vai passar cinco meses na Ásia em uma nova residência dedicada a estudar comportamento de consumo, tecnologia e modelos de negócio. A viagem inclui passagens por países como China e Singapura e marca o quinto grande ciclo de imersão da empresária em dez anos. >

A estratégia faz parte de um método que Monique mantém desde 2016, quando passou quatro meses no Vale do Silício. Para ela, acompanhar as mudanças do mercado exige estar perto dos lugares onde elas acontecem, e não apenas consumir relatórios sobre tendências. “As pessoas me contratam pela minha bagagem, mas precisam da minha perspectiva de futuro, então eu vou buscar o futuro onde ele está”, afirma.>

A escolha pela Ásia também acompanha uma transformação no mercado. O continente deixou de ser visto apenas como um grande polo de produção e passou a ocupar posição central em áreas como comércio digital, live commerce e tecnologia.>

Um dos exemplos é o TikTok Shop, que tem origem asiática e completou um ano de operação no Brasil com crescimento expressivo. Segundo dados divulgados pela própria plataforma, o volume de vendas aumentou 102 vezes, enquanto a receita gerada pelas transmissões ao vivo cresceu 161 vezes no período. A plataforma chegou a 134 milhões de usuários no país.>

Para Monique, observar esse movimento de perto é fundamental para transformar repertório em novas teses de investimento e projetos de consultoria. Ela divide o ano entre períodos dedicados às entregas para clientes e empresas investidas e outros voltados para residências e pesquisas fora do Brasil.>

A decisão, no entanto, também envolve um risco: ficar distante do mercado brasileiro por meses. Monique conta que enfrentou esse receio pela primeira vez em 2016 e acabou percebendo o efeito contrário. “Não dá para entender o futuro do consumo lendo PDF de tendências ou fazendo uma imersão de cinco dias e me dizendo uma pessoa à frente do meu tempo”, afirma.>

Segundo a investidora, essa será a primeira residência em que ela parte sem saber exatamente o que encontrará. Os ciclos anteriores aconteceram em mercados considerados referências do Ocidente. Agora, a intenção é justamente observar um cenário que pode oferecer respostas diferentes sobre para onde o consumo está caminhando.>



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