O Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu um reforço da supervisão do mercado de criptoativos no Brasil, face ao rápido crescimento deste segmento.
A principal preocupação prende-se com o facto de os fluxos transfronteiriços de criptoativos estarem a crescer mais rapidamente do que os fluxos de capitais tradicionais, em particular os associados às stablecoins indexadas ao dólar norte-americano.
A recomendação consta da mais recente Avaliação da Estabilidade do Sistema Financeiro (Financial System Stability Assessment) do FMI. Embora o relatório reconheça o papel desempenhado pelas stablecoins no desenvolvimento do mercado brasileiro de criptoativos, salienta igualmente que as aquisições destes ativos são duas a três vezes mais sensíveis aos choques globais do que os investimentos tradicionais em carteira.
«O mercado de criptoativos no Brasil é amplo, está a crescer rapidamente e encontra-se cada vez mais interligado com o sistema financeiro tradicional», refere o relatório da instituição liderada por Kristalina Georgieva.
O FMI reconhece também que o Banco Central do Brasil tem vindo a adotar medidas para regulamentar o mercado de criptoativos e os prestadores de serviços que nele operam. No entanto, considera que subsistem lacunas regulamentares em áreas como a emissão de stablecoins, a proteção dos ativos dos clientes, a prevenção do branqueamento de capitais e o combate ao financiamento do terrorismo.











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