Um terremoto de magnitude 5,7 atingiu a região de Ucayali, na Amazônia peruana, relativamente próxima à fronteira com o Brasil, na noite de quinta-feira (30) horário local.
O tremor ocorreu às 19h58 no horário do Peru e do Acre, o equivalente a 9h58 de sexta-feira (31) no Japão. Segundo o Instituto Geofísico do Peru (IGP), o epicentro foi localizado a 42 quilômetros a nordeste de Pucallpa, na província de Coronel Portillo.
O terremoto teve profundidade de 116 quilômetros e foi sentido com intensidade IV na escala de Mercalli em Pucallpa. Nesse nível, o movimento pode ser percebido por muitas pessoas dentro de imóveis, provocar vibração de portas e janelas e balançar objetos suspensos.
Não há registro de vítimas ou danos
Até a última atualização das autoridades e da imprensa peruana, não havia registro de feridos, mortes ou danos materiais provocados pelo terremoto. O Instituto Nacional de Defesa Civil do Peru não havia comunicado problemas em residências, estradas, redes elétricas ou outros serviços essenciais.
Como o terremoto ocorreu poucas horas antes do fechamento desta matéria, levantamentos adicionais ainda podem ser realizados pelas autoridades municipais e regionais de Ucayali.
Também não havia, nas fontes oficiais consultadas, confirmação de danos no lado brasileiro da fronteira.
USGS calculou magnitude 5,6
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) apresentou uma medição ligeiramente diferente. A instituição calculou magnitude 5,6 e profundidade de aproximadamente 154 quilômetros, situando o epicentro a 13 quilômetros a leste-nordeste da localidade peruana de San Fernando.
O USGS classificou o evento com alerta verde e não indicou risco de tsunami. Diferenças entre as medições são comuns, pois cada instituição utiliza redes de sensores e métodos próprios de cálculo.
A grande profundidade do foco sísmico provavelmente contribuiu para reduzir os efeitos na superfície, apesar de o tremor ter sido claramente percebido pelos moradores de Pucallpa.
Fontes: Instituto Geofísico do Peru, Instituto Nacional de Defesa Civil, USGS, RPP e El Comercio









Leave a Reply