Bodycams serão obrigatórias para agentes do ICE – Observador


Os agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) vão passar a usar bodycams. A agência anunciou a nova medida esta sexta-feira, que deverá ser implementada ao longo dos próximos dois meses. Porém, as imagens destas câmaras só serão divulgadas ao público se servirem “os melhores interesses” do serviço.

A introdução deste equipamento adicional estava prevista “há vários anos”, como escreve a Associated Press. Terão sido os episódios mais recentes, no último ano, que resultaram já em vários mortos civis, que impulsionaram a luz verde final para garantir que a medida entrava em vigor. A partir de setembro, todos os agentes passam a ter de ativar as câmaras portáteis de uso individual durante atividades de rotina, que incluem as operações de fiscalização e detenção que têm produzido os resultados fatídicos que são noticiados.

Mas de acordo com a política interna já desenhada desde fevereiro de 2025, a divulgação das imagens após um confronto fatal ou uma altercação mais séria com civis depende da aprovação de uma equipa legal e de altos funcionários do serviço. O diretor do ICE tem a capacidade de travar a partilha do vídeo, caso encontre “circunstâncias específicas” que o justifiquem — mas estas “circunstâncias” não estão explicitamente discriminadas, pelo que ficam ao critério de quem é responsável pela decisão.

E, mesmo assim, caso decidam tornar públicas as imagens do incidente, todos os aspetos que possam identificar os agentes têm de ser censurados, de modo a “proteger a privacidade” dos profissionais do serviço, continua a AP.

A agência de notícias norte-americana lembra o caso de Alex Pretti, o manifestante que foi baleado por um agente do ICE em Minneapolis em janeiro deste ano. O agente responsável pela morte do enfermeiro tinha uma bodycam, que gravou o incidente, mas as imagens continuam “sob investigação” e só seriam divulgadas “quando for apropriado”.

[A investigação ao espião português suspeito de vender segredos à Rússia é inesperadamente confrontada com uma vida dupla. Tem relações com várias mulheres do leste, é frequentador de bares de alterne e striptease e é ainda presença habitual em reuniões da maçonaria. Ao mesmo tempo, os serviços secretos norte-americanos querem montar uma armadilha à “toupeira” no interior do SIS.  Já pode ouvir o segundo episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor” no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]





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