Empresas alemãs consideram dependência digital dos EUA um risco


Cerca de 88% das empresas alemãs utilizam produtos de fornecedores dos Estados Unidos e 31% consideram-se fortemente dependentes destes, sendo que, entre as que encaram essa dependência como um risco, mais de 40% não tencionam tomar qualquer medida.

Segundo o instituto, uma das razões para a falta de ação poderá estar nos custos adicionais associados à redução desta dependência, bem como na incerteza sobre a disponibilidade de fornecedores ou clientes para realizar investimentos semelhantes.

O setor dos serviços é o mais exposto, com 39% das empresas a considerarem-se afetadas, enquanto o setor da construção apresenta a menor percentagem (15%).

Resposta da Europa à Starlink de Musk está pronta para sair do papel

A Comissão Europeia partilhou os planos para o lançamento de uma constelação de satélites capaz de rivalizar com a Starlink de Elon Musk. Será composta por um total de 348 satélites e os primeiros devem ser lançados em 2029.

Miguel Patinha Dias | 11:35 – 10/08/2026

No setor da publicidade e dos estudos de mercado, por exemplo, 72% das empresas consideram-se fortemente dependentes de fornecedores norte-americanos, mas apenas 51% classificam essa dependência como muito arriscada.

Entre as empresas que pretendem agir para reduzir a exposição, a substituição por alternativas europeias é a medida mais apontada, por 34%, seguida da diversificação de fornecedores, com 30%.

Já a criação de infraestruturas próprias de tecnologias da informação é referida por 18%.

Zuckerberg alerta para perigo de uma entidade controlar toda a IA

O presidente executivo da Meta, Mark Zuckerberg, publicou hoje um manifesto no qual defende que o maior risco da inteligência artificial (IA) é que uma única entidade ou governo exerça controlo total sobre a tecnologia.

Lusa | 17:14 – 10/08/2026

O inquérito foi realizado na sequência da suspensão temporária do acesso de utilizadores estrangeiros aos modelos de Inteligência Artificial (IA) mais avançados da Anthropic, determinada pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos em meados de junho e levantada no final desse mês.

O instituto ifo alerta, contudo, que a capacidade europeia para oferecer alternativas continua limitada, uma vez que a União Europeia (UE) representa menos de 5% da capacidade mundial de computação destinada a aplicações de IA.

“A vontade de mudar existe, mas faltam oportunidades para o fazer”, afirmou o presidente do ifo, Clemens Fuest, defendendo uma aceleração significativa da construção de centros de dados e das infraestruturas energéticas na Europa, bem como a redução dos prazos de aprovação de projetos.

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