Braga e um ataque que impõe respeito na Europa


Ricardo Horta, Gabriel Silva e Pau Víctor voltam a perfilar-se como o trio ofensivo do Braga para a receção ao Dínamo Minsk, amanhã, em jogo a contar para a primeira mão da 3.ª pré-eliminatória da Liga Conferência.

Os três marcaram na goleada (4-0) frente ao Zeleznicar Pancevo, na segunda mão da ronda anterior, e chegam ao compromisso europeu em claro destaque, depois de um arranque de temporada que reforçou a ideia de que Carlos Vicens começa a encontrar uma identidade bem definida para a sua equipa. É cedo para falar de um ataque consolidado, mas os primeiros sinais são suficientemente consistentes para alimentar a confiança dos adeptos e justificar o entusiasmo em torno de um setor que alia qualidade técnica, velocidade e capacidade de finalização.

Ricardo Horta continua a ser o principal rosto do projeto arsenalista. Capitão e melhor marcador da história do clube, o internacional português voltou a iniciar a época em excelente plano. Marcou nas duas mãos da eliminatória frente ao Zeleznicar e continua a assumir o papel de líder, dentro e fora do campo. A regularidade mantém-se como a sua maior virtude. Ano após ano, o internacional português responde nos momentos decisivos e continua a ser o jogador que melhor interpreta os diferentes momentos do jogo, seja a aparecer em zonas de finalização ou a criar espaços para os companheiros.

Gabriel Silva também parece ter encontrado rapidamente espaço. O brasileiro que começou por dar nas vistas no Palmeiras, onde foi treinado por Abel Ferreira, chegou a Braga depois de quatro épocas muito consistentes ao serviço do Santa Clara, e a adaptação ao novo contexto foi praticamente imediata. A velocidade, a disponibilidade para pressionar e a capacidade para explorar a profundidade oferecem soluções diferentes ao ataque arsenalista, ao mesmo tempo que a ligação com Ricardo Horta e Pau Víctor começa a revelar sinais de entendimento afinado. A ideia que transmite é a de uma contratação preparada para produzir rendimento logo no primeiro dos cinco anos de contrato.

Pau Víctor completa um trio que reúne características complementares. O espanhol carrega, sem problemas, o peso de uma das maiores operações financeiras da história do Braga, depois de um percurso de afirmação no Barcelona. No entanto, longe de acusar a responsabilidade, tem demonstrado personalidade, inteligência tática e veia goleadora, revelando um perfil muito mais completo do que o de um simples ponta-de-lança.

Perante um Dínamo Minsk que deverá privilegiar uma estratégia cautelosa, a inspiração deste trio poderá voltar a ser determinante no apuramento para o play-off da Liga Conferência. Se mantiverem o nível exibido nas primeiras partidas oficiais da temporada, Ricardo Horta, Gabriel Silva e Pau Víctor têm argumentos para transformar o ataque bracarense numa das grandes forças da equipa de Carlos Vicens e numa das principais razões para acreditar numa campanha europeia sólida, repetindo a caminhada de 2025/26, na Liga Europa.



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