A empresa torreense UA Vision, especializada no desenvolvimento de drones, foi distinguida pela Agência Europeia de Defesa como a 4.ª melhor na Europa, a única portuguesa na primeira fase do concurso “Sentinel Strike Challenge”, foi hoje divulgado.
Com sede em Torres Vedras, a UA Vision é a única representante nacional a alcançar a fase final do “Sentinel Strike Challenge”, lado a lado com gigantes internacionais como a Helsing e a Thales.
Especializada no desenvolvimento de sistemas aéreos não tripulados (UAS) para aplicações de defesa (drones), foi distinguida pela Agência Europeia de Defesa (European Defence Agency – EDA) “como a 4.ª melhor empresa europeia na primeira fase do concurso internacional” considerado uma “das mais exigentes iniciativas europeias de avaliação tecnológica no setor da defesa, e especificamente relacionado com o domínio das munições de precisão e sistemas autónomos”, refere a empresa, em comunicado.
A UA Vision registou vendas de 21 milhões de euros no ano passado e um resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) de 12,9 milhões de euros, esperando reforçar estes números em 2024.
Este resultado no concurso internacional “coloca a UA Vision entre um grupo muito restrito de empresas europeias de referência, sendo a única empresa portuguesa a integrar o topo da classificação, num universo dominado por alguns dos maiores protagonistas internacionais da indústria da defesa, como a Helsing, a Destinus e a Thales.
A tecnológica portuguesa tem atualmente cerca de 50 trabalhadores.
O concurso é promovido pela Agência Europeia de Defesa e envolve um processo de avaliação particularmente rigoroso, conduzido por um painel independente de especialistas internacionais, que analisou critérios como a maturidade tecnológica capacidade operacional, integração de sistemas, resiliência em ambientes contestados, segurança, demonstração operacional e geração de evidência técnica, explica a empresa.
A candidatura da UA Vision “teve um elevado reconhecimento técnico por parte do júri, tendo mesmo obtido a classificação máxima num dos critérios de avaliação relativo ao conceito de demonstração operacional, segurança e enquadramento regulamentar”.
Na próxima etapa, em setembro, “os sistemas desenvolvidos pelas empresas finalistas serão submetidos a testes e demonstrações em cenários reais de terreno, simulando condições operacionais próximas da utilização em contexto militar”.
Esta segunda fase “constituirá a validação prática das soluções tecnológicas perante representantes das forças armadas e especialistas europeus”, refere a empresa.
“Esta seleção constitui um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido pela nossa equipa e da capacidade tecnológica que temos vindo a construir em Portugal. Estamos satisfeitos por poder demonstrar as nossas soluções no âmbito deste programa europeu e continuar a contribuir para o desenvolvimento de capacidades inovadoras na área da defesa”, remata Nuno Simões, presidente executivo (CEO) e fundador da UA Vision.











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