Incertezas sobre o papel dos EUA no Oriente Médio guiam pacto de segurança entre Arábia Saudita, Paquistão e Turquia


— Existe um fator estrutural que é o fato dos EUA não ter mais a mesma demanda de petróleo do Oriente Médio que havia no passado. O que resta hoje é a aliança com Israel e o fato da região ser um palco relacionado ao mercado global de energia — afirma Feliciano Guimarães, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo, em entrevista ao GLOBO. — Os EUA sempre estarão presentes ali, mesmo sem a necessidade imediata do petróleo. Mas neste cenário, novos avanços e arranjos políticos começam a surgir.

Espalhados por bases, instalações compartilhadas e porta-aviões, os EUA mantêm uma presença constante nos arredores do Golfo Pérsico há décadas, turbinada por conflitos eventuais, como as intervenções no Iraque, a ofensiva contra o Estado Islâmico e, desde 2023, pelas guerras ligadas aos ataques do Hamas contra Israel em 2023. No ano passado, os americanos bombardearam o Irã, no desfecho do conflito de 12 dias entre iranianos e israelenses, e desde fevereiro conduzem a “Operação Fúria Épica”, hoje em banho-maria



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