Águeda volta a conquistar a Volta a Portugal: Alexis Guérin vence e Anicolor-Campicarn faz história


Alexis Guérin conquistou este domingo a 87.ª Volta a Portugal, sucedendo ao companheiro de equipa Artem Nych. A formação sediada em Águeda alcançou uma vitória categórica, colocando dois corredores nos dois primeiros lugares da geral e conquistando também a classificação por equipas. Jorge Almeida fala numa “enorme alegria” e considera que “todo o concelho está de parabéns”.

A camisola amarela da Volta a Portugal continua ligada a Águeda. O francês Alexis Guérin, da Anicolor-Campicarn, confirmou este domingo, 16 de agosto, a conquista da 87.ª edição da principal prova do ciclismo nacional, culminando uma participação de grande nível da formação aguedense, que terminou a competição com o primeiro e segundo lugares da classificação geral e ainda com a vitória coletiva.

A consagração aconteceu na Avenida dos Aliados, no Porto, no final da décima e última etapa. Guérin chegou ao derradeiro dia vestido de amarelo e soube gerir a vantagem que tinha construído ao longo da prova. O oitavo lugar na etapa foi suficiente para confirmar a vitória final e permitir ao francês celebrar uma das conquistas mais importantes da sua carreira.

O triunfo tem também um significado especial para a própria história recente da equipa. Um ano depois de ter terminado a Volta imediatamente atrás de Artem Nych, Guérin trocou de posição com o companheiro de equipa. Desta vez foi o francês a subir ao lugar mais alto do pódio, enquanto o russo, vencedor das duas edições anteriores, terminou na segunda posição.

No final das dez etapas, Alexis Guérin terminou com 1 minuto e 2 segundos de vantagem sobre Artem Nych, garantindo uma dobradinha para a Anicolor-Campicarn. Pedro Silva, da Feira dos Sofás-Boavista, completou o pódio, terminando em terceiro, a 4 minutos e 30 segundos do vencedor.

Domínio da formação sediada em Águeda

Mais do que a vitória individual de Alexis Guérin, a 87.ª Volta a Portugal fica marcada pelo desempenho coletivo da Anicolor-Campicarn, estrutura sediada em Águeda e profundamente ligada ao concelho.

Colocar dois ciclistas nos dois primeiros lugares da classificação geral de uma Volta a Portugal representa um resultado de particular dimensão. A formação aguedense conseguiu não apenas defender o título conquistado nas últimas edições, como voltou a demonstrar capacidade para controlar a corrida e apresentar mais do que um candidato à vitória final.

A esse domínio individual juntou-se ainda a vitória na classificação geral por equipas, completando um balanço particularmente expressivo: primeiro lugar com Alexis Guérin, segundo com Artem Nych e triunfo coletivo.

O resultado reforça a posição da equipa no panorama do ciclismo português e prolonga uma sequência de sucesso na principal prova velocipédica do calendário nacional.

Para Águeda, a conquista ganha uma dimensão adicional. O concelho tem mantido ao longo dos últimos anos uma relação próxima com o ciclismo, não apenas através da equipa que ali está sediada, mas também pela realização e apoio a diferentes provas e iniciativas relacionadas com a modalidade.

Jorge Almeida: “Todo o concelho está de parabéns”

O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, não escondeu a satisfação perante mais uma vitória da formação aguedense, salientando simultaneamente a dimensão nacional da Volta a Portugal e a importância do resultado para o concelho.

“A Volta a Portugal é um dos maiores eventos desportivos do país e tem uma enorme adesão popular. A nossa equipa aguedense volta a ganhar a Volta a Portugal, o que quer dizer que todo o concelho está de parabéns”, afirmou Jorge Almeida.

Para o autarca, o sucesso alcançado na estrada é também reflexo da aposta que Águeda tem feito no desporto e, de forma particular, no ciclismo.

“É uma afirmação do nosso concelho no desporto e, em particular, no ciclismo. Águeda é o concelhos que mais provas recebe, que promove e apoia o ciclismo e que também apoia esta equipa”, salientou.

Jorge Almeida destacou ainda a dimensão coletiva do resultado alcançado pela Anicolor-Campicarn, lembrando que a equipa não se limitou a conquistar a camisola amarela.

“É uma enorme alegria ver a nossa equipa vencer desta forma, com o primeiro e o segundo lugares da classificação geral e ainda a vitória por equipas. É um resultado extraordinário e um motivo de orgulho para Águeda”, acrescentou.

Rui Oliveira vence última etapa nos Aliados

Se a luta pela camisola amarela terminou com a consagração de Alexis Guérin, a última etapa teve outro português em destaque.

Rui Oliveira, da UAE Emirates, venceu ao sprint na Avenida dos Aliados, encerrando a 87.ª Volta a Portugal com um triunfo português.

O campeão olímpico de madison cumpriu os 136,9 quilómetros entre a Maia e o Porto em 3:06.35 horas, impondo-se na chegada ao espanhol Daniel Cavia, da Burgos Burpellet BH, segundo classificado, e a Francisco Campos, da Tavira-Crédito Agrícola, que fechou o pódio da etapa.

Para Guérin, porém, a prioridade era outra. O francês entrou na jornada decisiva com a camisola amarela e concentrou-se em chegar ao Porto sem perder a vantagem sobre os adversários. O oitavo lugar na etapa confirmou matematicamente aquilo que a Anicolor-Campicarn procurava: levar novamente a camisola amarela para Águeda.

De segundo a vencedor

A vitória de Alexis Guérin ganha particular significado quando comparada com aquilo que tinha acontecido um ano antes. O francês já tinha estado muito perto de conquistar a principal prova portuguesa, mas então encontrou no próprio companheiro de equipa Artem Nych o homem mais forte.

Em 2026, os papéis inverteram-se.

Guérin assumiu a condição de líder da formação e conseguiu chegar à jornada final com margem suficiente para gerir a vantagem. Nych voltou a demonstrar consistência e capacidade para discutir a geral, terminando imediatamente atrás do francês e garantindo que os dois primeiros degraus do pódio ficavam nas mãos da mesma equipa.

A sucessão entre os dois corredores demonstra também a força coletiva da estrutura aguedense: muda o vencedor, mas a Volta continua a ser conquistada pela Anicolor-Campicarn.

Uma vitória que projeta Águeda no ciclismo nacional

A ligação entre Águeda e o ciclismo tem vindo a ganhar expressão através da organização de provas, do apoio à modalidade e da presença de uma estrutura profissional capaz de disputar as principais competições do calendário nacional.

A Volta a Portugal, pela sua história, dimensão mediática e capacidade de mobilização popular, representa o maior palco do ciclismo português. Por isso, voltar a associar o nome de Águeda ao vencedor da camisola amarela assume particular relevância para o concelho.

A edição de 2026 termina, assim, com uma imagem especialmente forte para a formação aguedense: Alexis Guérin no primeiro lugar, Artem Nych no segundo e a Anicolor-Campicarn como vencedora por equipas.

É um resultado que ultrapassa o sucesso individual de um corredor e confirma a força de uma estrutura que voltou a dominar a maior corrida por etapas realizada em Portugal.

No Porto, a 87.ª edição terminou com vitória de Rui Oliveira nos Aliados. Mas, na classificação que decide a Volta, o amarelo voltou a ter destino aguedense.

Alexis Guérin é o novo vencedor da Volta a Portugal. Artem Nych é segundo. A Anicolor-Campicarn vence por equipas. E Águeda volta a celebrar no lugar mais alto do ciclismo nacional.



Source link

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *