O Banco de Portugal vai ter um balcão em Bragança, no mercado municipal, que estará aberto todas as sextas-feiras com atendimento presencial, revelou esta sexta-feira o município.
“O objetivo foi trazer um serviço público tão importante e que tantas vezes é afastado no interior. Infelizmente vemos serviços a encerrar, e aqui [esta abertura] é um sinal de que há aqui um retroceder desse paradigma”, afirmou a presidente da câmara de Bragança, Isabel Ferreira.
Este é o único balcão do Banco de Portugal em Trás-os-Montes, uma vez que também não existe este serviço no distrito de Vila Real.
O balcão funcionará uma vez por semana, às sextas-feiras, entre as 09h30 e as 15h00.
“Estamos a falar da presença de um banco que não está nem no distrito de Bragança, nem no distrito de Vila Real, com serviços prestados muito importantes como este das heranças, mas há muitos outros, na questão da monitorização de cheques em diversos bancos, porque eles têm esta capacidade e esta autoridade depois de fazer o rastreamento em diversas agências bancárias”, sublinhou a autarca.
Este serviço faz parte de uma ação do município de Bragança de revitalização do mercado e de um projeto-piloto do Banco de Portugal, que será oficializado em 21 de agosto, num protocolo estabelecido entre as duas entidades.
Segundo Maria Helena Marques, do Banco de Portugal, esta “é uma forma de o banco se aproximar dos cidadãos”.
“Fazer o atendimento ao público da mesma forma que o faz na filial do Porto e nas diferentes agências e delegações do Banco de Portugal”, realçou.
A aproximação começou esta sexta-feira, com uma ação de sensibilização do Banco de Portugal de combate à fraude, no mercado municipal de Bragança. O objetivo foi alertar as pessoas para as notas contrafeitas, mostrando o que as distingue das notas verdadeiras.
“Aprendi sobre a nota falsa e a verdadeira, e temos algumas referências que nos dão pistas para saber qual é a falsa: a marca de água, aquela janelinha que ela mostra e o próprio barulho de uma e de outra são diferentes”, disse Manuel João, um dos ouvintes.
Segundo o Banco de Portugal, o último relatório dá conta que em cada um milhão de notas, 14 são contrafeitas, dados que Maria Helena Marques disse ainda não serem preocupantes.
“Vamos falar nos três sinais que normalmente nós falamos, no tocar as notas, para verificar a sensibilidade, porque as notas são feitas de fibras de algodão, muitas vezes as pessoas pensam que é um papel normal (…) com o observar dos diversos elementos de segurança das notas, o filete de segurança, etc., e vamos falar do inclinar, que tem a ver com o número que a nota tem, que é o número esmeralda”, explicou.
A iniciativa atraiu vários curiosos, muitos dos quais admitiram não ter noção dos conhecimentos que estavam a ser transmitidos.
“Aprendi a distinguir uma nota falsa da verdadeira, que é importante”, afirmou Vítor Gomes, salientando a importância destas ações.
Em caso de desconfiança de uma nota contrafeita, tal deve ser comunicado às autoridades. “Passar uma nota contrafeita é crime”, alertou Maria Helena Marques, do Banco de Portugal.









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