Antevisão Premier League 2026/27: Quem pode travar o Arsenal?


A época 2026/27 da Premier League está prestes a começar e 20 clubes vão lutar ao longo dos próximos nove meses, com títulos, permanência e futebol europeu em jogo.

Aqui, o Flashscore analisa cada equipa da Premier League, os objetivos para a próxima época, o trabalho realizado no mercado de transferências até ao momento e aquilo que terão de fazer para serem bem-sucedidas.

Época passada: Campeão

O Arsenal conquistou o título da Premier League pela primeira vez em mais de 20 anos na época passada, após uma caminhada exigente sob o comando de Mikel Arteta. Os gunners terminaram em segundo durante três anos antes do triunfo.

A equipa está bem posicionada para defender o título. É provavelmente o clube mais estável da divisão: manteve todas as principais estrelas e reforçou o plantel de forma adequada, enquanto os rivais atravessam verões turbulentos.

A equipa de Arteta afirmou-se como a melhor da Premier League no último ano. As contratações de Bruno Guimarães e Christos Tzolis só poderão ajudar na próxima campanha.

É difícil imaginar um cenário em que os gunners não voltem a lutar seriamente pelo título. Apesar de quererem contratar um novo defesa e um avançado de topo, parecem uma aposta segura para conquistar a Premier League duas vezes consecutivas.

Época passada: 4.º

O Aston Villa tem seguido uma trajetória ascendente desde a chegada de Unai Emery e vai regressar à Liga dos Campeões esta época, depois de ter terminado em quarto lugar na temporada passada.

As dificuldades na construção do plantel foram evidentes nas anteriores janelas de transferências, com o clube obrigado a conciliar as regras financeiras da UEFA com as da Premier League.

A situação financeira do Villa foi reforçada pelas vendas de Morgan Rogers, bem como de Youri Tielemans e Lucas Digne. Durante o verão, conseguiram reforçar o meio-campo com o jovem promissor Johan Manzambi e o experiente João Gomes.

Terão de chegar mais reforços. O Villa ainda precisa de contratar um lateral-esquerdo e, idealmente, outra fonte de golos para o ataque. Essas chegadas são esperadas antes do fecho da janela. A situação da baliza também tem de ser resolvida. Emiliano Martinez quer sair e, segundo as informações, Zion Suzuki está na calha para o substituir.

Se conseguirem resolver essas questões, o Villa deverá voltar a lutar pelos lugares europeus.

Treinador do Villa, Unai Emery
Treinador do Villa, Unai EmeryREUTERS/Gintare Karpaviciute

Época passada: 6.º

O Bournemouth entra em território desconhecido enquanto clube, depois de se ter qualificado para o futebol europeu pela primeira vez na sua história. É possível que existam dificuldades face às exigências dos jogos adicionais. No entanto, os cherries têm um plantel repleto de jogadores de qualidade e provaram no mercado que conseguem manter estrelas e contratar substitutos adequados quando necessário.

Apesar da saída do defesa Marcos Senesi, o clube substituiu-o rapidamente pelo defesa português António Silva. Até ao momento, também conseguiram manter Alex Scott, Rayan e Eli Junior Kroupi. É um trio jovem que não destoaria na maioria dos grandes clubes europeus.

O novo treinador Marco Rose será alvo de questões sobre o rumo que dará ao Bournemouth, sobretudo por ter de substituir Andoni Iraola. Ainda assim, o clube já provou repetidamente que consegue continuar a evoluir e a crescer perante a adversidade.

A forma da equipa poderá ressentir-se caso as equipas abaixo na tabela evoluam como esperado. Contudo, não há razão para os cherries não voltarem a impressionar em 2026/27.

Época passada: 9.º

O Brentford sofreu a desilusão de falhar o apuramento para as competições europeias na última jornada da época passada, depois de somar apenas uma vitória entre o início de março e o fim da campanha.

O facto de ter chegado a essa posição já foi um enorme mérito do treinador Keith Andrews. Esperava-se que os bees lutassem na zona de despromoção, mas contrariaram os críticos e reforçaram o talentoso plantel sem perder ninguém relevante. Jaidon Anthony e Callum Wilson são goleadores comprovados na Premier League, enquanto Mamadou Sangare pode revelar-se uma das contratações do verão para o meio-campo. 

O Brentford poderá não ter qualidade suficiente para entrar na luta europeia, mas deverá conseguir evitar preocupações com a despromoção durante a campanha, sobretudo se o melhor marcador Igor Thiago permanecer no clube.

Os dois resultados do Brentford na pré-época
Os dois resultados do Brentford na pré-épocaFlashscore

Época passada: 8.º

O Brighton vai disputar a Liga Conferência depois de ter terminado em oitavo em 2025/26 e volta a apresentar boas perspetivas para a próxima época.

A equipa de Fabian Hurzeler perdeu o importante defesa Jan Paul van Hecke, mas substituiu-o rapidamente pelo jogador já comprovado na Premier League Pascal Struijk e pelo promissor Luka Vuskovic. A grande preocupação, porém, é a saída de Danny Welbeck e a lesão de longa duração de Yankuba Minteh.

Os seagulls têm várias opções para substituir a produção de Minteh nas alas, mas ainda não contrataram um avançado após a transferência de Welbeck para o Chelsea. Será difícil substituir os seus golos, mas o Brighton terá de contratar alguém, sobretudo com o aumento dos jogos europeus.

A equipa de Hurzeler está consolidada na Premier League e provavelmente não passará por grandes dificuldades. Ainda assim, uma segunda presença consecutiva no top 8 poderá ficar em risco se não reforçar as opções para o ataque.

Jogadores do Brighton festejam frente à Roma
Jogadores do Brighton festejam frente à RomaAction Images via Reuters/Matthew Childs

Época passada: 10.º

O Chelsea é um dos vários clubes da Premier League a entrar numa nova era com o início da época, embora essa seja uma situação familiar para os blues nos últimos anos. Xabi Alonso foi escolhido para conduzir a equipa na próxima campanha, com o objetivo de melhorar significativamente o 10.º lugar da temporada passada.

Os londrinos investiram onde era necessário e acrescentaram vários jogadores à equipa principal, incluindo os alas Marco Palestra, Valentin Barco e Pep Chavarria. Também contrataram a experiente dupla formada por Jordan Henderson e o já referido Welbeck.

Maxence Lacroix e Morgan Rogers são as principais chegadas de mais um verão movimentado em Stamford Bridge. Alonso terá agora de implementar o seu sistema e fazer a equipa funcionar em conjunto o mais rapidamente possível.

Uma vantagem a curto prazo para o Chelsea é a ausência de futebol europeu, permitindo concentrar todas as atenções na melhoria da posição na liga. É de esperar uma evolução significativa nesse aspeto.

Época passada: N/D (1.º no Championship)

O Coventry garantiu a promoção a partir do Championship na época passada sob o comando de Frank Lampard e procurará transportar esse ímpeto para a nova temporada. É de louvar que os sky blues tenham percebido que jogar da mesma forma não lhes garantirá necessariamente os mesmos resultados no principal escalão inglês. Por isso, reforçaram o plantel no mercado, tanto em qualidade como em capacidade física.

Até ao momento, Aurele Amenda, Loum Tchaouna, Caleb Yirenkyi e Gustavo Hamer chegaram ao clube, tal como o regressado Jogador da Época Carl Rushworth e o poderoso avançado Taiwo Awoniyi. É mais uma chegada para ajudar a equipa a lidar com a exigência física da Premier League.

A equipa de Lampard terá dificuldades e precisará, sem dúvida, de muito para evitar a despromoção, sobretudo de mais concorrência para o lugar de lateral esquerdo. Ainda assim, está a tomar as decisões certas para maximizar as hipóteses de permanecer na Premier League.

Forma do Coventry na pré-época
Forma do Coventry na pré-épocaFlashscore

Época passada: 15.º

O Crystal Palace teve de se adaptar constantemente nos últimos anos depois de perder os melhores talentos. Este verão não foi diferente, com as saídas de Lacroix e do treinador Oliver Glasner. Pierre Sage foi escolhido para conduzir a equipa em 2026/27, depois do enorme sucesso no Lens, clube da Ligue 1, na época passada.

O francês levará novas ideias a Selhurst Park e já está a moldar o plantel à sua imagem com as chegadas de Oscar Mingueza, Takehiro Tomiyasu, Dwight McNeil e Anan Khalaili. Os eagles conseguiram manter talentos ofensivos de qualidade, como Ismaila Sarr e Jean-Philippe Mateta. Isso significa que os golos não deverão ser difíceis de encontrar na próxima campanha.

A joia da coroa, Adam Wharton, também continua no clube, até ao momento da redação, dando à equipa de Sage uma clara vantagem desde o primeiro dia.

Ainda assim, o Palace terminou apenas em 15.º na época passada e poderá ter de olhar para baixo na tabela se as coisas não se encaixarem rapidamente sob o novo treinador.

Época passada: 13.º

O Everton voltou a manter-se estável, embora sem brilho, na temporada passada. Tudo indica que terá mais do mesmo sob o comando de David Moyes nesta época.

As opções ofensivas dos toffees causaram frustração em alguns momentos e houve uma preocupação evidente com a forma no final da temporada: venceram apenas um dos últimos nove jogos. Moyes tem a difícil tarefa de quebrar o ciclo de uma equipa consistentemente mediana, caso queira regressar aos patamares do futebol europeu que o clube conheceu no passado.

O trabalho realizado no mercado durante o verão tem sido positivo, sobretudo com as contratações de jovens promissores como Hayden Hackney e Tyrique George. No entanto, permanece um problema importante. O Everton voltou a não contratar um lateral direito, pelo menos até ao momento da redação. Isso terá de mudar se quiser ter sucesso nesta época. A lenda do clube Seamus Coleman saiu, e o único lateral direito experiente do plantel é Nathan Patterson, que tem tido dificuldades de forma e condição física ao longo da sua passagem pelo clube.

Nas condições atuais, o Everton aproxima-se do início da época com Patterson e Jake O’Brien como melhores opções para essa posição. Provavelmente não será suficiente se quiser melhorar o desempenho da campanha anterior.

Treinador do Everton, David Moyes
Treinador do Everton, David MoyesAction Images via Reuters/Lee Smith

Época passada: 11.º

O Fulham é uma das equipas mais difíceis de prever nesta época, depois de ter perdido o treinador Marco Silva para o Benfica durante o verão. O seu substituto, Alvaro Arbeloa, tem um currículo inquestionável enquanto jogador, mas talvez lhe falte experiência como treinador no principal escalão.

À exceção de uma breve passagem pelo Real Madrid no início de 2026, que terminou de forma dececionante, o espanhol ainda não treinou efetivamente no futebol sénior.

Usou as ligações a Madrid para reforçar a equipa com o avançado Gonzalo Garcia e o médio Cesar Palacios. Também acrescentou às opções para o meio-campo o antigo jogador da formação do Manchester City Shea Charles.

Muito da época dos cottagers dependerá do desempenho de Garcia na frente da baliza. O avançado será fundamental para afastar o clube da luta pela permanência, na qual muitos preveem que estará envolvido.

Época passada: N/D (6.º no Championship, vencedor do play-off)

O Hull viveu um ano frenético sob o comando de Sergej Jakirovic. Começou como candidato à despromoção no Championship e terminou como vencedor do play-off, tudo isto enquanto estava sujeito a um embargo de transferências.

A promoção à Premier League foi pouco menos do que um pequeno milagre, e o clube fará tudo ao seu alcance para garantir a permanência no principal escalão. O proprietário Acun Ilicali adotou um método ligeiramente pouco convencional para dar a conhecer aos adeptos os alvos do clube no mercado, mas o Hull já acrescentou 11 jogadores ao plantel.

As contratações abrangem defesas, médios, avançados e o muito cotado guarda-redes Konstantinos Tzolakis. Também chegaram vários jovens, incluindo Nobel Mendy, Jens Hjerto-Dahl e Lucas Herrington. Com as chegadas experientes de Hidemasa Morita (ex-Sporting), Matt Targett e Jack Butland, o Hull apresenta uma boa mistura no plantel.

A equipa ainda precisa de encontrar uma fonte fiável de golos, sendo certo que um novo avançado estará no topo da lista de prioridades para a próxima época.

Jakirovic é um excelente treinador e fará tudo para manter o clube na Premier League. No entanto, nas condições atuais, poderá ter dificuldades sem os reforços ofensivos já referidos.

Forma do Hull na pré-época
Forma do Hull na pré-épocaFlashscore

Época passada: N/D (2.º no Championship)

O Ipswich era provavelmente o clube recém-promovido mais bem colocado no que dizia respeito às hipóteses de permanência, mas a preparação foi afetada pela surpreendente demissão do treinador Kieran McKenna, muito acarinhado pelos adeptos.

O seu substituto, Gary O’Neil, levantou algumas dúvidas, mas provou ao longo da carreira que é capaz de manter equipas na Premier League, como demonstrou no Bournemouth e no Wolves.

Os tractor boys estiveram no principal escalão há apenas duas épocas e regressaram à primeira tentativa após a despromoção. Isso significa que já têm jogadores no plantel que aprenderam com as experiências anteriores.

A isso junta-se um investimento superior a 100 milhões de euros para contratar dez jogadores, pelo que é impossível criticar o facto de estarem a fazer tudo para permanecer na Premier League. O Ipswich espera que Julio Enciso, Daizen Maeda, Abdul Fatawu (ex-Sporting) e Emersonn tragam criatividade e golos. Também conta com Kjell Scherpen, Issa Diop, Abdoul Ouattara, Florentino Luís (ex-Benfica) e Sasa Lukic para dar maior segurança na outra área do relvado.

A permanência tem de ser o objetivo, mas com tantas contratações e um novo treinador será difícil fazer tudo funcionar a tempo.

Época passada: 14.º

O Leeds contrariou na época passada a tendência de as equipas recém-promovidas regressarem imediatamente ao segundo escalão. A equipa impressionou sobretudo depois de o treinador Daniel Farke ter mudado para uma formação com três defesas/cinco defesas.

A forma melhorou na segunda metade da campanha, permitindo ao Leeds terminar em 14.º e garantir a permanência sem grandes dificuldades. Um Dominic Calvert-Lewin sem lesões assumiu um papel de destaque ao lado dos também recém-chegados Gabriel Gudmundsson, Anton Stach e Noah Okafor.

O Leeds reforçou a forte base do plantel com uma impressionante janela de transferências. A defesa foi fortalecida com Tarik Muharemovic e o guarda-redes James Trafford, enquanto o extremo Harry Wilson acrescentou imprevisibilidade ao ataque.

As coisas têm corrido bem ao Leeds nos últimos oito meses, aproximadamente. A equipa poderá ser uma surpresa na luta pela metade superior da tabela e até pelos lugares europeus, caso os principais jogadores permaneçam sem lesões.

Leeds empata com o Man Utd na pré-época
Leeds empata com o Man Utd na pré-épocaREUTERS/Cathal Mcnaughton

Época passada: 5.º

O Liverpool terá um novo rosto no comando na campanha 2026/27: o antigo treinador do Bournemouth, Andoni Iraola.

Os reds venceram a Premier League há duas épocas sob o comando de Arne Slot, mas tiveram dificuldades na temporada passada. Várias das caras contratações de verão ficaram aquém do esperado, levando o clube a terminar em quinto. Agora tiveram de lidar com as saídas das lendas do clube Mohamed Salah e Andrew Robertson. O plantel continua a precisar de reforços para as alas e para a defesa.

Iraola também terá de transformar os jogadores que já tem à disposição numa equipa de alta intensidade. Por isso, poderá demorar algum tempo até vermos o Liverpool novamente na luta pelos títulos.

Ainda assim, os reds têm qualidade mais do que suficiente para terminar no top 5 e chegar longe nas competições da taça. Mas esses reforços são urgentemente necessários antes do fecho da janela.

PL Summer Series do Liverpool
PL Summer Series do LiverpoolFlashscore

Época passada: 2.º

O Manchester City enfrenta tempos de incerteza após a saída do lendário treinador Pep Guardiola, bem como de jogadores experientes como John Stones, Bernardo Silva e Nathan Ake. Também parece provável que o vencedor da Bola de Ouro, Rodri, esteja de saída. Isso deixa o novo treinador, Enzo Maresca, com uma montanha para escalar na sua primeira época no clube.

Como é habitual no City, o treinador foi apoiado no mercado. Até agora, Elliot Anderson chegou por uma verba recorde para o clube e continuam a existir ligações aos médios Enzo Fernandez e Ayyoub Bouaddi. Será uma equipa renovada sob o comando de Maresca, que precisará de tempo para implementar o seu estilo. Ainda assim, há muitos motivos para entusiasmo.

Superestrelas como Erling Haaland também ajudarão a manter o nível, embora a luta pelo título possa estar ligeiramente fora do alcance desta vez, a menos que tudo funcione de imediato.

Época passada: 3.º

Apesar de um início lento sob o comando de Ruben Amorim, o Manchester United acabou por garantir confortavelmente o terceiro lugar depois da chegada de Michael Carrick na época passada. Certamente procurará repetir esse desempenho, agora que o inglês terá a sua primeira janela de transferências de verão completa para continuar a impor o seu estilo ao plantel.

A reconstrução do meio-campo dos red devils está parcialmente concluída após as contratações de Youri Tielemans e Andrey Santos. Ainda assim, permanece a sensação de que precisam de mais um jogador para competir verdadeiramente em todas as frentes em 2026/27. Outro lateral esquerdo e alguns reforços ofensivos também ajudariam. Ainda assim, parece que os red devils estão discretamente a caminho de mais uma época sólida.

A maior dúvida será o papel de Marcus Rashford, que regressa do empréstimo ao Barcelona com algo a provar em Manchester, sob mais um novo treinador.

O United provavelmente precisa de mais alguma coisa, mas parece preparado para uma época entusiasmante na primeira temporada completa de Carrick no comando. É de esperar mais um lugar no top 5.

Forma do Man Utd na pré-época
Forma do Man Utd na pré-épocaFlashscore

Época passada: 12.º

Poucos clubes tiveram mais assuntos para discutir durante o verão do que o Newcastle, que perdeu o treinador Eddie Howe, o capitão Bruno Guimarães, o extremo Anthony Gordon e o médio Sandro Tonali. Eram, discutivelmente, as três joias da coroa da equipa.

Matthias Jaissle foi nomeado novo treinador. É uma escolha entusiasmante, mas imprevisível, numa altura em que a imprevisibilidade é o tema dominante para os magpies à medida que a época se aproxima.

O clube optou por substituir os jogadores que saíram por jovens talentosos, em vez de apostar em qualidade comprovada. É um risco, mas também representa uma renovação necessária em St James’ Park depois de um dececionante 12.º lugar na época passada. Sean Steur e Aladji Bamba são médios jovens e entusiasmantes, enquanto Bazoumana Toure levará imprevisibilidade ao ataque. O ex-SC Braga Lukas Hornicek também foi contratado para resolver os problemas na baliza, mas fica a sensação de que terão de chegar mais jogadores de qualidade antes do fecho da janela.

O Newcastle precisa de outro lateral, de um extremo e de um médio criativo para garantir algum sucesso na próxima época. Ainda assim, é uma das equipas mais imprevisíveis à entrada da campanha.

Época passada: 16.º

É mais uma nova era no Nottingham Forest, com Oliver Glasner a tornar-se o quinto treinador do clube no último ano. Embora este nível de instabilidade não seja ideal, Glasner era um dos melhores treinadores disponíveis no mercado neste verão e, de longe, a melhor contratação que o Forest poderia realisticamente fazer.

Há sinais de que o clube também apoia a sua visão. O plantel recebeu o cotado defesa ex-Sporting Ousmane Diomande e o comandante do meio-campo Xaver Schlager, com quem Glasner já trabalhou, para substituir Anderson.

O Forest não terá futebol europeu para disputar depois de ter terminado em 16.º na época passada. Todas as atenções estarão centradas no desempenho na liga e em possíveis boas campanhas nas taças.

Glasner não teve um desempenho particularmente brilhante na liga ao serviço do Palace, mas foi outra equipa nas competições a eliminar e conquistou três troféus, garantindo também que o clube fizesse o suficiente para evitar uma verdadeira ameaça de despromoção.

Repetir esse desempenho seria um bom resultado para o Forest, que tem talento suficiente no plantel para evitar os três últimos lugares e impressionar nas taças domésticas.

Época passada: 7.º

O Sunderland superou todas as expectativas na temporada passada. Evitou completamente a luta pela permanência e garantiu um incrível sétimo lugar, que lhe valeu um lugar na Liga Europa em 2026/27. Os black cats têm seguido uma trajetória ascendente desde a chegada do treinador Regis Le Bris, mas enfrentarão um novo teste ao tentar conciliar o futebol doméstico com o europeu.

A atividade no mercado tem sido discreta. Até agora, o clube contratou apenas a dupla de laterais formada por Thomas Meunier e Dayaan Methalie. Ainda assim, continuam a surgir ligações a extremos de qualidade e, segundo os relatos, o clube pretende contratar pelo menos mais dois jogadores antes do fecho da janela.

A profundidade do plantel será fundamental para a equipa de Le Bris. O Sunderland provou na época passada que consegue competir com qualquer adversário, mas precisará de reforços para uma temporada que poderá chegar aos 50 jogos ou mais.

O jovem plantel do Sunderland tem agora mais um ano de experiência. Embora seja muito mais difícil repetir os feitos da época passada, a equipa procurará certamente realizar uma campanha sólida na Premier League e representar-se bem por toda a Europa.

Sunderland vence o Rennes na pré-época
Sunderland vence o Rennes na pré-épocaAction Images via Reuters/Lee Smith

Época passada: 17.º

O Tottenham esteve muito desorganizado durante grande parte dos últimos dois anos, pelo menos a nível doméstico. Terminou em 17.º em duas épocas consecutivas e só garantiu a permanência na última jornada da temporada passada.

O verão trouxe mudanças aos spurs, com o treinador Roberto De Zerbi a receber um forte apoio no mercado para construir um plantel que considera capaz de lutar por posições muito mais altas na tabela. Até agora, investiram fortemente na dupla de médios formada por Tonali e o ex-Sporting Matheus Fernandes, bem como no defesa Van Hecke. São esperados mais reforços, sobretudo para o ataque.

Se essas contratações se concretizarem, será difícil não ver o Tottenham melhorar drasticamente o modesto resultado da época passada. Os experientes Robertson, Senesi e Martin Dubravka também chegaram a custo zero e ajudarão a mudar a cultura do clube.

O regresso à boa condição física de James Maddison e Dejan Kulusevski também poderá ser crucial para dar aos spurs a criatividade de que tanto precisam, algo que lhes faltou durante as dificuldades da época passada.

Forma dos Spurs na pré-época
Forma dos Spurs na pré-épocaFlashscore



Source link

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *