Glasner rejeita soluções mágicas para levar o Nottingham Forest ao sucesso


Oliver Glasner acredita que as bases estão lançadas para o Nottingham Forest começar bem a nova época da Premier League, embora não exista “nenhum botão mágico” que garanta o sucesso.

Glasner sucedeu ao português Vítor Pereira no início deste mês, após uma passagem bem-sucedida ao comando do rival da Premier League Crystal Palace.

O austríaco de 51 anos conduziu o Palace tanto à conquista da Taça de Inglaterra de 2025 como ao triunfo da Liga Conferência da época passada – os dois primeiros grandes troféus conquistados pelo clube do sul de Londres.

No entanto, saiu de Selhurst Park após um desentendimento sobre a política de transferências.

Chegou ao City Ground com o Forest a procurar melhorar o 16.º lugar alcançado na última Premier League e com os bicampeões europeus a reconstruírem-se após a venda do médio inglês Elliot Anderson ao Manchester City.

“Para mim é muito importante que seja entusiasmante e desafiante. Acredito mesmo que todos juntos – a equipa técnica, os jogadores, os adeptos, a direção do clube – podemos ser realmente competitivos na Premier League, o que me entusiasma”, disse Glasner à Forest TV.

“Não existe nenhum botão mágico que faça com que tudo aconteça automaticamente. É um trabalho diário que vai exigir evolução nas próximas semanas, e é isso que já começámos a fazer. As pessoas são o mais importante e é isso que me dá muita confiança neste projeto. Conheci pessoas fantásticas – podes ter o melhor estádio, o melhor centro de treinos, mas se não tiveres as pessoas certas, não resulta”, acrescentou.

O proprietário do Forest, Evangelos Marinakis, teve quatro treinadores na época passada, com Nuno Espírito Santo, Ange Postecoglou e Sean Dyche todos despedidos antes de Vítor Pereira ser contratado em fevereiro.

“Este é um clube tradicional, com uma base de adeptos fantástica e um proprietário muito ambicioso que quer dar um passo em frente. O plantel também é muito interessante, por isso esses foram os principais motivos que me levaram a querer juntar-me ao Nottingham Forest”, defendeu Glasner.

“Sabemos o quão competitiva é a Premier League – uma coisa é falar sobre isso, outra é conseguir concretizar, mas é isso que vamos começar a fazer agora”, completou.



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