Com as saídas ainda paradas (a transferência de Openda para o Lyon é, no entanto, uma questão de horas) e, por isso, o orçamento necessário, os dirigentes da Continassa decidiram focar-se no mercado dos jogadores livres.
Primeiro chegou o golpe para Zeki Celik, que estava a renovar com a Roma, depois o assédio a Franck Kessie do Al Ahli, e agora volta a estar em destaque o nome de John Stones, que ficou livre do Manchester City após nove anos e uma vitrina cheia de troféus.
Não é um nome novo na lista da Vecchia Signora, pois o defesa inglês já tinha sido identificado pelo antigo diretor Damien Comolli, embora o dossiê nunca tenha sido realmente desenvolvido. Assim, Giovanni Carnevali pensou em reabri-lo, tal como continuou a acompanhar a pista de Kolo Muani para o ataque.
Os agentes do defesa inglês já tinham contactado o clube há algum tempo, por isso as conversações agora reabertas não partem do zero. Stones agrada pelos mesmos motivos que agradam Franck Kessie ou Leon Goretzka: é um perfil que traria à Juve qualidade, mas também experiência internacional e carisma, parâmetros que faltam ao grupo.
Para além dos aspetos positivos já conhecidos, é preciso avaliar os contras. O primeiro obstáculo é, obviamente, económico, e será necessário perceber até que ponto Stones está disposto a baixar em relação aos salários da Premier League. O teto salarial da Juventus está próximo dos 6 milhões anuais, mas é preciso também manter o total da folha salarial; nesse sentido, até uma saída de Jonathan David ajudaria, mas não há propostas. No que toca aos defesas, Bremer, que tem o salário mais elevado do setor, já recusou a Turquia.
Outra dúvida prende-se com a condição física do defesa de 32 anos, que nas últimas duas épocas parou cerca de três meses em cada uma devido a problemas musculares, totalizando mais de 50 jogos falhados em dois anos. Portanto, se Stones garante qualidade e experiência, não pode assegurar regularidade de rendimento e, tendo em conta o investimento elevado no salário, tudo isto aconselha prudência.

Além de Stones, após a venda do Sassuolo de Tarik Muharemovic ao Leeds (da qual a Juve arrecadou cerca de 20 milhões por metade do passe), mantém-se vivo o interesse em Jhon Lucumi do Bolonha, mas os rossoblu pedem 25 milhões e já existe o Galatasaray, pronto a oferecer 5 milhões por época ao colombiano.
Antes de avançar para o ataque decisivo, os turcos têm de vender Davinson Sanchez (o Como está interessado) para cumprir os limites impostos aos estrangeiros pela Super Lig. É uma questão de tempo, e a Juventus tem de decidir rapidamente para não ficar de mãos a abanar.











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