Marco Silva responde ao Bola na Rede: «Não podemos permitir que o jogo entre muito em situações de transição»


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Marco Silva fez a antevisão do Benfica x St. Gallen. Treinador encarnado respondeu à questão do Bola na Rede.

Marco Silva realizou a antevisão do Benfica x St. Gallen. O Bola na Rede esteve na sala de imprensa do Benfica Campus e teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos encarnados.

O Benfica x St. Gallen realiza-se esta quinta-feira, 30 de julho, e conta para a segunda mão da 2.ª pré-eliminatória da Europa League. Os suíços estão em vantagem depois da vitória por 2-1 na primeira mão.

Bola na Rede: Destacou hoje, tal como depois do jogo na Suíça, a importância do Benfica ter mais calma, mais pensamento e mais estrutura na forma como lida com a bola e como pensa os ataques. Sente que esta dificuldade é, principalmente, do ponto de vista tático, nos processos, ou do ponto de vista mental, pela capacidade dos jogadores assumirem a responsabilidade e a vontade em ter bola e como é que um treinador olha, no processo coletivo do treino, para este aspeto?

Marco Silva: Estão ligados. Os dois momentos estão ligados. Quer o momento mental, quando queremos jogar de determinada forma temos de nos preparar mentalmente para esse momento e ter a capacidade de não jogar em constante aceleração, não chegar a um corredor, seja ele qual for, mesmo em corredor central, e querer terminar a jogada. Temos adversários à nossa frente que têm capacidade de bloquear o jogo e de fechar espaços. Aí temos de demonstrar a nossa capacidade de circulação, de rodar o jogo, de procurar outros espaços, e nós não tivemos na primeira mão. É um passo que temos de dar em frente. Os dois estão ligados, quer o tático, quer o mental, o estarmos predispostos para não acelerar constantemente, para analisar onde podemos provocar vantagens para chegar a outros espaços. Acredito e tenho a certeza que os dois aspetos estão ligados. Como é que o trabalhamos? No treino, na preparação, individualmente, com análise de vídeo, de várias formas que podemos fazê-lo e temos vindo a fazê-lo com os jogadores para dar passos em frente. Da forma como queremos jogar e como ambicionamos jogar, essa característica terá de ser muito importante. Não podemos permitir que o jogo entre muito em situações de transição. Temos de estar preparados para elas, mas uma equipa como nós, que iremos jogar mais parte do tempo com bola e no meio-campo ofensivo… Temos de estar preparados para os momentos de transição defensiva, mas temos de ter capacidade para não perder muito rapidamente a bola e não querer muito rapidamente atacar a baliza do adversário, se não tivermos oportunidade para isso. Se tivermos oportunidade, naturalmente iremos fazê-lo e termos o equilíbrio que temos de ter nas nossas decisões e na nossa organização para que os dois aspetos estejam ligados, o tal mental e o tal tático.





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