O que será do Fulham sem Marco Silva e com uma ‘ajuda’ de Mourinho?


Marco Silva deixou um legado de peso no Fulham. Em cinco anos sagrou-se campeão da segunda divisão e estabeleceu o clube na Premier League sem grandes orçamentos nem contratações bombásticas. Por isso o clube de Londres queria impedir a sua vinda para o Benfica e revonar o vínculo com o português. Com o treinador que tanto desejavam na Luz, como é que os cottagers fecharam esse capítulo pesado da sua história?

A nova era começa com Álvaro Arbeloa, nome sonante por ter treinado o Real Madrid, mas onde não deixou grande marca. Antigo campeão do Mundo e da Champions League como jogador, chega com menos experiência como treinador principal, mas com uma forte ligação ao Real Madrid, onde era um respeitado técnico nas camadas jovens. A sua contratação já abriu portas a uma colaboração com o clube madrileno, resultando na chegada de César Palacios e de Gonzalo García, jovens que Arbeloa orientou em Madrid – espera-se que o ponta de lança de 22 anos, que custou €40 milhões, seja uma das figuras da equipa.

Esta nova estratégia contrasta com a abordagem de Marco Silva, que preferia trabalhar com profissionais experientes. Com a saída de jogadores importantes como Raúl Jiménez e Harry Wilson, este último para o Leeds após a sua melhor época, o clube aposta agora em contratar e desenvolver jovens talentos. A questão que se coloca é se esta filosofia, mais orientada para o futuro, permitirá ao Fulham competir com clubes como o Brentford, Brighton e Bournemouth, equipas do mesmo campeonato


A contribuição de Mourinho

A principal contratação até ao momento é Gonzalo García, que se destacou no último Mundial de Clubes ao conquistar a Bota de Ouro do torneio. As suas exibições valeram-lhe comparações com Raúl, um enorme elogio no Bernabéu. Apesar de ter marcado na Liga dos Campeões contra a Juventus e o Borussia Dortmund, acabou por perder espaço para estrelas como Vinícius Júnior e Kylian Mbappé, estatuto que dificilmente mudaria com José Mourinho. 

A equipa do Fulham enfrenta a nova temporada com desafios significativos, nomeadamente a necessidade de rejuvenescer o plantel e melhorar a intensidade da sua pressão. Na época passada, a equipa orientada por Marco Silva destacou-se por ter o plantel mais envelhecido da Premier League. No ataque, a chegada de García traz frescura e juventude, contrastando com a dependência no veterano Jiménez na temporada anterior, muito devido às lesões de Rodrigo Muniz

Outro nome a seguir com atenção é Jonah Kusi-Asare. O jovem avançado, contratado ao Bayern é visto como uma grande promessa. O clube bávaro incluiu, de resto, uma cláusula de recompra no seu contrato. O internacional sub-21 pela Suécia, frequentemente comparado a Alexander Isak, oferece um perfil diferente de García, com a sua imponente estatura de 1,95 metros. 

De resto, olhando para outras mais-valias do plantel, Antonee Robinson deve manter a bitola alta após um bom Mundial 2026 com os Estados Unidos. Pelo Canadá, o jovem defesa Luc de Fougerolles, ainda sem minutos na Premier League, mostrou o seu talento na caminhada até à fase a eliminar. Por fim, Sander Berge também realizou um excelente torneio, ajudando a Noruega a alcançar os quartos de final.



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