
Lance da partida entre EUA e Bósnia, que garantiu aos norte-americanos a passagem para as oitavas de final da Copa do Mundo disputada no país Foto: Eakin Howard/AP
É verdade que a atual Copa do Mundo não tinha conquistado coração e mentes dos norte-americanos, pelo menos na primeira fase do torneio, quando a Coluna constatou, em Nova York, que a preocupação maior era com a final da NBA – o que era compreensível, afinal, o time da cidade, o Knicks, estava perto de ganhar o título após décadas na fila.
Mas a vitória de ontem da seleção dos Estados Unidos sobre a Bósnia, a primeira desde 2002 no mata-mata da Copa do Mundo, que na verdade é só mata porque quem perde vai embora, parece ter despertado uma chama entre os americanos. Não à toa, uma chamada de capa do site The New York Times questionada se não é o time atual o melhor da história do País mais afeito ao futebol americano do que ao soccer, como eles chamam.
O texto, após lembrar o que pouca gente sabe – sim, os Estados Unidos disputaram a semifinal do Mundial de 1930, o primeiro da história -, decreta. “Mas é difícil não se deixar levar pela maneira como os EUA jogaram individualmente e como equipe neste verão, demonstrando união e garra quando necessário — a reação ao cartão vermelho de Balogun contra a Bósnia e Herzegovina foi particularmente impressionante — mas também produzindo momentos de qualidade e brilhantismo.”

Torcedores norte-americanos fotografados durante a partida em que a seleção nacional do país venceu a Bósnia por 2 a 0 em San Francisco, na Califórnia. Foto: Jeff Chiu/AP
Próximo desafio será em Seattle, onde não tem time de basquete
Mas a empolgação, pelo menos do jornal considerado o mais importante do mundo, tem hora para acabar… ou continuar. Na próxima segunda-feira, os EUA enfrentam a Bélgica pelas oitavas de final do torneio. Os belgas, sabe se lá sob a benção de quais santos, conseguiram uma improvável virada contra o Senegal.
O confronto está marcado para Seattle. Lá, dizem, mas é mentira, que só chove e faz frio. Mas uma coisa é verdade: Seattle faz tempo não tem um time de basquete para torcer – o SuperSonics virou um outro time que agora joga em Oklahoma. Pode ser um sinal…











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