Muller: “Ancelotti provou que é um fracassado em termos de seleção.”
Para o tetracampeão, o trabalho de Carlo Ancelotti ficou abaixo do esperado. Muller compara o italiano a Thomas Tuchel, técnico da seleção inglesa. Crédito: Estadão
Encerrada a Copa do Mundo de 2026, uma série de seleções já iniciaram os trabalhos mirando o Mundial de 2030. Além das finalistas Espanha e Argentina, gigantes como Itália, Alemanha e França começam a definir seus futuros treinadores para dar o pontapé à preparação do próximo ciclo.
O Brasil seguirá com Carlo Ancelotti, que renovou seu contrato antes da Copa. A expectativa da CBF é que o italiano apresente um trabalho melhor com quatro anos para preparar a seleção, que caiu nas oitavas de final para a Noruega e fez sua pior campanha em Mundiais em 36 anos.
Outros medalhões, como Zidane, Pep Guardiola e Jürgen Klopp também podem marcar presença na próxima Copa. Veja abaixo como está a situação das principais seleções

Zidane, Guardiola, Ancelotti e Klopp: Copa do Mundo de 2030 pode ter quarteto de medalhões. Foto: Reprodução/@Zidane, Reprodução/Manchester City, Werther Santana/Estadão e Martin Meissner/AP
Espanha
Segundo a imprensa espanhola, a campeã do mundo pretende renovar o contrato de Luis de la Fuente até 2030. O treinador de 65 anos assumiu o comando da seleção nacional em 2022, logo após a eliminação no Catar, e levou os espanhóis a uma dobradinha de troféus, incluindo o título da Eurocopa, em 2024.
A principal marca do trabalho de De la Fuente foi a manutenção do DNA espanhol, com o tradicional tiki-taka, com um tempero à moda brasileira, com um ataque mais insinuante, especialmente apoiado no talento do prodígio Lamine Yamal,de 18 anos.
“Os jogadores e Luis de la Fuente merecem tudo isso. Temos aqui o melhor técnico do mundo. Ele é também o melhor técnico da história da seleção espanhola, detentor do maior número de títulos se incluirmos as categorias de base. Ele está realizando um trabalho magistral e ficará conosco o tempo que quiser”, declarou Rafael Louzán, presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), à rádio Cadena Cope, após o título mundial.

Luis de la Fuente tem renovação encaminhada com a Espanha para a Copa de 2030. Foto: Manu Fernandez / AP Photo
Argentina
Apesar da derrota por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo, em que a Argentina não finalizou ao gol, Lionel Scaloni segue prestigiado pela Associação do Futebol Argentino (AFA). O presidente Chiqui Tapia pretende renovar o contrato do treinador e aposta na boa relação entre ambos para convencê-lo a permanecer no cargo. À frente da seleção desde 2018, Scaloni soma 104 partidas e está a 20 jogos de igualar Guillermo Stábile como o técnico que mais comandou a Argentina.
“Vou falar com o presidente. Sei do que quero fazer. Vou cumprir o contrato. Sinto a necessidade também de pensar, porque não sei se vou poder fazer algo tão grande como isso e melhor. Tenho que falar. Tenho que agradecer ao presidente por estar nesse lugar”, disse Scaloni após o vice da Argentina.

Lionel Scaloni ainda não sabe se fica no comando da seleção argentina. Foto: Charlie Riedel / AP Photo
França
O 4º lugar na Copa de 2026 marcou o adeus de Didier Deschamps do comando da seleção francesa. O técnico de 57 anos ficou no cargo por 14 anos e conquistou a Copa de 2018, na Rússia, igualando Zagallo e Beckenbauer como os únicos a vencer o Mundial como treinador e jogador. Ele estava em campo quando a França derrotou o Brasil na decisão de 1998 e conquistou seu primeiro troféu.
Segundo o jornal L’Équipe, da França, Zinedine Zidane é o favorito para assumir o cargo e o acordo com a Federação Francesa de Futebol (FFF) é “99% certo”. Já o Diário As, da Espanha, onde Zidane fez história comandando o Real Madrid, trouxe a informação de que o ex-camisa 10 francês já tomou sua decisão há tempos e teria recusado diversas propostas de clubes para concretizar o sonho de dirigir seu país.

Zinedine Zidane venceu Copa com a França como jogador e agora pode assumir a seleção francesa como técnico. Foto: Thomas Kienzle/AP Photo
Itália
Após o vexame de ficar fora de três Copas do Mundo em sequência (2018, 2022 e 2026), a Itália passa por um choque de gestão e contratou o ex-jogador brasileiro Leonardo para o cargo de consultor e o ex-zagueiro Paolo Maldini para diretor de seleções. Para o comando técnico, a FIGC (Federazione Italiana Giuoco Calcio) sonha alto e negocia com o espanhol Pep Guardiola, que deixou o Manchester City recentemente após 10 anos e 20 títulos conquistados.
“É importante abrir um contato com Guardiola e mantê-lo aquecido. Não é uma falta de respeito com outros nomes. Depois (caso a negociação evolua) podemos optar por alguém que talvez pertença a uma escola mais recente. Estamos trabalhando dentro de um determinado perfil”, disse Giovanni Malagò, presidente da FIGC.
A Itália está sem treinador desde a saída de Gennaro Gattuso, que deixou o cargo em abril, após não conseguir classificar a Itália para a Copa do Mundo deste ano. Andrea Pirlo é outro nome da pauta da federação para treinador.

Pep Guardiola é o principal candidato a assumir a seleção italiana. Foto: Manchester City via X
Alemanha
Outra seleção em busca de reconstrução é a Alemanha, que demitiu o técnico Julian Nagelsmann após nova eliminação precoce na Copa do Mundo. De acordo com a imprensa internacional, a Federação Alemã de Futebol (DFB) já tem um acordo para contratar Jürgen Klopp.
Aos 59 anos, Klopp está sem comandar uma equipe desde maio de 2024, quando deixou o Liverpool após um período de nove anos e anunciou sua aposentadoria como treinador. Ele assumiu como diretor global da Red Bull e tem contrato até o fim de 2029. Segundo o jornal alemão Bild, a DFB já tem um acordo com a empresa austríaca para contratar o treinador.

Jurgen Klopp, ex-técnico do Liverpool é o favorito para assumir a Alemanha. Foto: Martin Meissner / AP Photo
Portugal
Uma das três sedes da Copa do Mundo de 2030, Portugal contratou o técnico Jorge Jesus, ex-Flamengo, para substituir o espanhol Roberto Martínez. O principal desafio do treinador de 71 anos será encontrar uma nova referência para o time, que não irá mais contar com Cristiano Ronaldo, de 41 anos.
“Quero que os meus jogadores entendam que, se querem ganhar, têm de pagar o preço. Vamos criar uma identidade e uma ideia de jogo. Porque a minha ideia de jogo, daquilo que é futebol, não tem nada a ver com o que era a ideia de jogo da seleção portuguesa. Zero. Tenho uma ideia completamente diferente de olhar para o jogo. Isso faz com que eu acredite plenamente que viemos para vencer”, disse Jesus, em coletiva de imprensa.

Jorge Jesus é o novo técnico de Portugal. Foto: Reprodução/@jorgejesus/Instagram
Uruguai
Da água para o vinho. Foi assim que o Uruguai agiu após a eliminação na fase de grupos da Copa. A federação demitiu o argentino Marcelo Bielsa, que acumulou polêmicas de mau relacionamento com o elenco. O presidente Associação Uruguaia de Futebol, Ignacio Alonso, anunciou Diego Forlán para o cargo.
Aos 47 anos e aposentado desde 2018, Forlán terá jornada dupla. Além da equipe principal, será responsável por comandar a equipe sub-20 no Campeonato Sul-Americano, marcado para janeiro de 2027. Antes, Diego comandou dois clubes uruguaios: o Peñarol, em 2020, e o Atenas de San Carlos, em 2021.
Holanda
Celeiro de grandes jogadores, a Holanda também terá novo comando neste pós-Copa. Ronald Koeman encerrou a a sua segunda passagem pelo comando da seleção depois de três anos. Ao se despedir, ele citou o drama pessoal que vive com sua esposa, diagnosticada com câncer de mama em 2010.
Segundo a Sky Sports da Alemanha, Arne Slot, ex-treinador do Liverpool, é o mais cotado para assumir a esquadra nacional. O trabalho realizado no clube inglês, pelo qual ganhou a Premier League na temporada de 2024-25, o deixaram em evidência para a Real Associação Neerlandesa de Futebol (KNVB).
Veja outros técnicos que saíram de seleções após a Copa
- Zlatko Dalić — Croácia
- Javier Aguirre — México
- Rudi Garcia — Bélgica
- Sebastián Beccacece — Equador
- Steve Clarke — Escócia
- Hong Myung-bo — Coreia do Sul
- Sabri Lamouchi — Tunísia
- Miroslav Koubek — República Tcheca
- Pape Thiaw — Senegal
- Carlos Queiroz — Gana
- Jamal Sellami — Jordânia
- Vladimir Petković — Argélia









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