Como. Depois dos cabeceamentos, lugares anuais dão que falar – Observador


Com os bilhetes frequentemente esgotados, a direção do Como pretende que nenhuma cadeira fique vazia enquanto outros adeptos ficam de fora por falta de disponibilidade. O objetivo central, segundo o clube, é garantir que os lugares disponíveis sejam ocupados por quem “realmente ama o Como e quer apoiar a equipa”, refere a Gazzetta dello Sport.

Outra decisão prende-se com a proibição de exibir cores de equipas adversárias nos setores destinados aos adeptos da casa. Suwarso defendeu esta norma afirmando que, no passado, foi comum ver adeptos de clubes rivais – especialmente dos vizinhos Inter e Milão – a celebrar nas bancadas do Como, ocupando o espaço de fãs da casa. “Sejamos sinceros. Nas últimas épocas, houve demasiadas ocasiões em que adeptos das equipas adversárias celebraram nos nossos setores, enquanto adeptos do Como, que teriam apoiado com orgulho a nossa equipa, não conseguiram arranjar bilhete. Esta não é a atmosfera que queremos criar e não é justo para com quem apoia este clube com paixão e constância”, defendeu. Assim, o clube passará a proibir a entrada, e reserva-se o direito de expulsar do estádio quem envergar camisolas, cachecóis ou outros adereços de adversários fora da zona especificamente reservada aos visitantes.

Apesar do rigor das novas regras, o presidente do Como assegurou que não se aplicam a crianças, sublinhando que o clube não deseja “arruinar a experiência de uma criança que quer apoiar os seus ídolos”, independentemente da equipa onde joguem. Esta política de fidelidade faz parte de uma estratégia para manter um ambiente familiar e preservar a atmosfera única do Sinigaglia. O clube prometeu continuar a esclarecer as dúvidas dos sócios nos próximos dias para garantir que o “espírito das medidas” seja compreendido por todos.

“Fazemos isto para garantir que o Sinigaglia continue a ser um local onde os avós se possam sentir tranquilos ao levar os seus netos, onde as famílias possam viver o futebol em conjunto e onde a paixão nunca ultrapasse os limites do respeito“, concluiu Mirwan Suwarso.

Esta não é a primeira decisão do Como este verão que dá que falar: o clube implementou recentemente uma política que restringe ou proíbe os cabeceamentos na formação. A iniciativa, denominada “No Heading for Children” e defendida pelo embaixador do clube Raphael Varane, foca-se na proteção da saúde cerebral dos jogadores jovens, visando prevenir impactos evitáveis durante fases críticas do desenvolvimento. As novas regras diferem por escalões: nos Sub-10, o cabeceamento é totalmente proibido tanto em treinos como em jogos, sendo os lançamentos laterais e cantos executados com os pés; nos Sub-11 e Sub-12, a técnica é introduzida de forma muito gradual e controlada, utilizando bolas de borracha leves e limitando o treino a, no máximo, cinco cabeceamentos por sessão; no escalão de Sub-13, a proibição de cabecear mantém-se em contexto de jogo, enquanto nos treinos a prática é limitada a uma única sessão semanal.





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