Treinador português não se encolhe na hora de traçar objetivos para 2026/27
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Tem ambição para usar e vender! Ruben Amorim não se encolhe ao traçar os
objetivos do Milan para 2026/27. Contratado em junho, o treinador português sabe
perfeitamente o que é exigido a quem dirige o colosso rossonero e, fruto disso
mesmo, aponta obviamente [e talvez um pouco temerariamente] à conquista da
Serie A e da Liga Europa. “Somos o Milan! Quando se está num clube como este
tem impreterivelmente de se atacar o título. Sabemos que iremos enfrentar muitas
equipas poderosas e que trabalham há muito tempo com os seus treinadores.
Porém, não posso vir para aqui dizer que não podemos ou não queremos vencer o
campeonato. Se encararmos as coisas passo a passo podemos atingir algo importante.
E na UEFA? Temos de acreditar, temos de querer vencer a Liga Europa. Através da
Serie A ou da prova europeia é fundamental qualificar-nos para a Liga dos
Campeões, tanto pelo prestígio que ela dá como naturalmente pelo gigantesco retorno
financeiro”, assinala o técnico luso de 41 anos.
O Milan arranca o campeonato a 23 de agosto, dia em que enfrenta o Torino
em Turim. Ruben Amorim pede alguma paciência aos adeptos, avisando-os de que
nessa altura a equipa ainda não estará na plenitude. “Hoje em dia, todos querem
tudo… e já! No entanto, as coisas bem feitas levam tempo”, advoga o antigo
treinador do Sporting, explicando que se encontra ainda a confecionar a redução
do plantel: “O grupo é muito extenso. Precisamos, neste momento, de recolher
todas as informações possíveis para tomarmos as decisões certas.”
Jacarta, capital da Indonésia, é hoje [13 horas] palco do particular com o
Chelsea, assegurando Ruben Amorim que vai dar mais tempo de jogo a Rafael Leão,
Gonçalo Ramos e Modric. “Vão jogar mais do que no primeiro desafio [diante do
Inter entraram aos 63 minutos]. Não sei se vou utilizá-los todos em simultâneo.
Há que administrar a nossa carga de trabalho, já que não dispomos de muitos
jogos antes do arranque da época”, frisa o técnico português, não se furtando
às comparações com Xabi Alonso, o novo timoneiro dos blues: “Ambos sabemos que
seremos julgados após cada jogo, pois treinamos grandes clubes. É o preço que
temos de pagar por trabalharmos em emblemas icónicos. Sentimos dificuldades nos
nossos últimos trabalhos [Man. United e Real Madrid, respetivamente], temos
isso em comum. Desejo-lhe o melhor!”







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