Como qualquer marca mundial, também Romano tem a sua frase-chavão, que todos no meio em que se move ligam imediatamente ao jornalista. São três palavras: “Here we go” (Aqui vamos nós). Quando o escreve, isso quer dizer que o negócio vai mesmo acontecer. E para muitos que o seguem, um selo de garantia de que a notícia se vai confirmar.
Mas como em muitos dos fenómenos planetários, o reconhecimento e o prestígio trazem as críticas acopladas. Há quem se dedique nas redes sociais a desmontar a alegada “fraude” que é o trabalho de Romano. Sustentam que ele “rouba” notícias a outras fontes e que faz vários vídeos sobre cenários possíveis de uma determinada transferência para depois publicar rapidamente aquele que descreve o que acabou por acontecer. Ou denunciam ainda que muitos dos negócios que dá como certos nunca se chegam a concretizar.
“Criou uma imagem de pessoa que conhece muito bem o mercado e de facto com informações que não falham”, José Botto, diretor desportivo.
O reconhecimento da importância deste jornalismo é tanto que já se publicam trabalhos académicos sobre ele. Na plataforma MDPI, sediada na Suíça, Simon McEnnis, da Universidade de Brighton, apesar de fazer muitos elogios deixa algumas dúvidas éticas sobre a relação do jornalista com a publicidade.
“A construção da marca jornalística ficou evidente nos retweets do seu trabalho noutras plataformas e nas interações com seguidores [….] Um tweet indicou que a publicação de Romano era publicidade, embora os retweets de Sorare e da Hisense não separassem claramente o que era publicidade do que era editorial. Isso poderia ter sido abordado com um comentário no retweet para indicar sua natureza comercial. O uso do chavão ‘Here We Go’ de Romano pela Hisense Sports sugere que ele é empregue tanto como slogan publicitário quanto jornalístico”.
Como tudo começou
A história de Romano com o futebol tem um primeiro autor, o pai Luigi. Um grande fã do desporto rei que desde criança trouxe o filho para junto dos campos de futebol. Em jovem, o pequeno Fabrizio percebeu que não tinha talento para ser um Cristiano Ronaldo ou um Messi e o jornalismo abriu-se como a porta privilegiada para estar perto da paixão de sempre. E foi cedo que começou. Aos 16 anos, já escrevia para um pequeno site de notícias.










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