Apesar de não ser um candidato declarado à presidência da FIFA, Nasser Al-Khelaifi é visto pela UEFA como a melhor opção para enfrentar Gianni Infantino nas eleições de março de 2027. O presidente qatari do PSG possui inúmeros trunfos e apoios que o tornariam num adversário a ter em conta.
Em conflito aberto com o atual presidente da FIFA, Gianni Infantino, a UEFA procura um nome forte para a corrida eleitoral e vê em Nasser Al-Khelaifi a solução, avançou esta quinta-feira o The Telegraph. O presidente do PSG é uma figura central no futebol europeu e detém uma série de vantagens que poderiam ser decisivas no escrutínio de 2027, caso decidisse avançar.
Contudo, uma candidatura não parece estar nos planos do dirigente. Fontes próximas de Al-Khelaifi confirmaram aos franceses da RMC Sport, em julho, que essa não é a sua intenção.
Um pilar do futebol europeu
Apesar de por vezes contestado em França, Nasser Al-Khelaifi, de 52 anos, consolidou-se como uma das personalidades mais influentes do futebol europeu. Como presidente do PSG, acumulou experiência nos bastidores do futebol francês e continental, culminando na conquista de dois títulos da Champions League nos últimos dois anos.
A sua importância cresceu significativamente quando liderou a resistência contra o projeto da Superliga em abril de 2021, o que o levou à presidência da Associação de Clubes Europeus (ACE). Desde então, tem participado regularmente nas principais reuniões da FIFA, na qualidade de presidente da associação. Sendo também um dos vice-presidentes da UEFA, Al-Khelaifi é considerado o porta-voz ideal para os interesses do futebol europeu a nível mundial.
Rede de contactos internacional
A influência de Al-Khelaifi estende-se para além da Europa. O presidente do PSG construiu uma vasta rede de contactos internacionais que poderia ser crucial numa eventual campanha à presidência da FIFA.
Como membro do governo do Qatar e homem de confiança do Emir, possui forte influência na Confederação Asiática de Futebol (AFC), que poderia render-lhe votos preciosos.
A sua experiência não se limita à política desportiva. Como presidente do BeIn Media Group, um dos principais financiadores da FIFA, nomeadamente na transmissão do Mundial, o qatari tem também experiência no complexo mundo dos direitos televisivos.
Falta de interesse de Al-Khelaifi
Apesar de ser visto como o melhor para muitos, o próprio Nasser al-Khelaïfi não demonstra qualquer desejo de assumir o cargo. Uma fonte próxima do presidente do PSG foi categórica em declarações à RMC Sport, reafirmando a sua posição desde o início dos rumores. «Nasser não tem absolutamente nenhuma ambição, nenhuma intenção e nenhum interesse nesse papel na FIFA», disse a pessoa.
Caso mudasse de ideias e aceitasse o desafio, Al-Khelaïfi enfrentaria uma batalha exigente. Teria de concorrer como outsider contra um Gianni Infantino, que goza de simpatia junto de muitas associações-membro.











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