Jorge Jesus vai ser apresentado esta sexta-feira como novo seleccionador nacional!
O treinador, que está a dias de completar 72 anos, deverá ficar ao comando da selecção até ao Mundial 2030, que Portugal co-organiza.
Recorda, por ordem cronológica, os 10 momentos mais emblemáticos da carreira de Jorge Jesus!
Campeão no Benfica em 2009/10
SL Benfica
Foi a época em que Jorge Jesus chegou a um grande e, também, o ano da sua consagração.
O treinador chegou à Luz vindo do SC Braga, numa altura em que o FC Porto era tetracampeão. Jesus montou um grande plantel, juntando Cardozo, Saviola, Aimar, Ramires e o jovem Di María.
O Benfica, que há quatro anos não ficava acima do 3.º lugar, tornou-se uma equipa dominadora, jogando um futebol pressionante e muito atractivo. Terminou com apenas 20 golos sofridos.
Primeira ida à final da Europa League (2012/13)
SL Benfica
O Benfica terminou a fase de grupos da Champions em 3.º, atrás de Barcelona e Celtic.
Relegado para a Europa League, eliminou Bayer Leverkusen (duas vitórias), Bordeaux, Newcastle e Fenerbahçe.
No jogo decisivo, perdeu 1×2 com o Chelsea, sofrendo o segundo golo aos 90+3. Embora o desfecho tenha sido dramático, foi a primeira final europeia do Benfica desde a Taça dos Campeões de 1990.
Quartos de final da Champions em 2013/14
SL Benfica
O Benfica não chegava aos quartos de final da UEFA Champions League desde 2006.
Com Jorge Jesus, dominou o grupo C, à frente de Basileia, Man United e Otelul Galati, arrancando empates em casa e fora contra os red devils de Cristiano Ronaldo e Nani.
Nos oitavos de final, perdeu 3×2 na 1.ª mão com o Zenit de S. Petersburgo, mas ganhou 2×0 na Luz e seguiu em fente.
Cairia nos quartos de final, diante do Chelsea (derrotas por 0x1 em casa e 1×2 fora).
Triplete no Benfica em 2013/14
SL Benfica
Após a conquista do campeonato em 2010, seguiram-se três títulos do FC Porto (incluindo o de 2012/13, em que o Benfica deixou escapar o troféu no Dragão nos últimos instantes).
Este era, portanto, o ano do tudo ou nada para Jorge Jesus no Benfica. Luís Filipe Vieira segurou o treinador e este correspondeu: terminou em 1.º, com mais sete pontos do que o Sporting e mais 13 do que os dragões, vencendo ainda a Taça de Portugal e a Taça da Liga.
Este foi o Benfica de nomes como Oblak, Garay, Enzo Pérez, Markovic, Gaitán ou Lima.
Segunda ida à final da Europa League (2013/14)
O Benfica fez 10 pontos na Champions, mas não evitou a queda para a Europa League.
Aí, afastou PAOK, Tottenham, AZ e Juventus, esta última numa eliminatória épica e com a passagem decidida em Itália.
Na final, perdeu nos penáltis contra o Sevilla de Beto e Daniel Carriço, após o nulo nos 120 minutos.
Bicampeonato no Benfica
‘Bicampeonato’ era uma palavra que não se ouvia na Luz desde 1984. Com Jorge Jesus, isso tornou-se realidade.
Com um 4-4-2 cada vez mais aperfeiçoado, o treinador levou as águias até aos 85 pontos. O FC Porto, com 82, pressionou até final.
Esta campanha incluiu um período de nove vitórias seguidas e um triunfo por 2×0 no Dragão. Foi o primeiro ano de Jonas, Pizzi e Samaris.
Época de 2015/16 no Sporting
Sporting CP
“A partir de agora, há três candidatos em Portugal!”. Foi assim que Jorge Jesus se apresentou aos sportinguistas quando, no Verão de 2015, chocou o país ao trocar a Luz por Alvalade.
No Sporting, Jesus ficou muito perto do título, mas falhou o objectivo (86 pontos, contra 88 do Benfica de Rui Vitória). Ainda assim, montou uma das melhores equipas dos leões nas últimas décadas.
Perdeu Carrillo no início da época, mas resolveu encostando João Mário à direita. William Carvalho era o n.º 6, Adrien Silva o 8. Foi essa a base do meio-campo de Portugal que, no final da temporada, venceria o Euro 2016.
Campeão brasileiro no Flamengo
Há um antes e um depois de Jorge Jesus no futebol brasileiro. Alvo de muita desconfiança à chegada, o português acabou aclamado.
Num Flamengo que não era campeão há 10 anos, Jesus inculcou método, disciplina e rigor táctico. Venceu o campeonato com 90 pontos, naquele que foi o melhor ano da carreira de Gabriel Barbosa, Bruno Henrique e De Arrascaeta.
Ainda hoje os flamenguistas lembram aquele ano de 2019 com saudade. Muitos brasileiros queriam o “mister” na selecção.
Vencedor da Libertadores
O Flamengo é o clube com mais adeptos no Brasil mas, quando Jesus chegou, a equipa só tinha uma Taça Libertadores no palmarés, ganha em 1981.
O “Mengão” não deu hipótese: terminou erm 1.º no grupo, eliminou Emelec e Internacional e, nas meias-finais, esmagou o Grémio (1×1 fora, 5×0 em casa).
Na final, frente ao River Plate, esteve quase a perder o título, mas dois golos de Gabriel Barbosa aos 89′ e aos 90+2′ consumaram uma reviravolta épica.
Campeão no Al-Nassr
Há três anos na Arábia Saudita, Cristiano Ronaldo ainda não tinha sido campeão. O Al-Nassr contratou Jorge Jesus, que já tinha ganho o título no rival Al-Hilal.
O título foi suado, mas Ronaldo – com João Félix ao lado – conseguiu finalmente atingir o topo do futebol saudita.











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