Marco Silva não quis revelar, esta tarde, em conferência de Imprensa, quem será o guarda-redes titular do Benfica, amanhã, contra o Académico de Viseu, no arranque do campeonato, depois de Samuel Soares ter sido titular em detrimento de Trubin, no duelo europeu com o Hearts.
«Em relação à titularidade, não vos irei dizer qual será o nosso onze, não só na baliza como nas restantes posições. Irão esperar e perceber com que onze iremos iniciar o jogo», começou por dizer, para depois dar conta do estado de espírito do internacional ucraniano.
«Não vejo qualquer desconforto do Trubin. O Trubin vem para treinar-se todos os dias com a seriedade que tem que colocar. É um jogador que tem características muito próprias naquilo que é a sua personalidade, mas não vi absolutamente qualquer diferença em relação à semana passada ou no pós-jogo da última quinta-feira, se é isso que vocês querem saber nesse aspeto. Absolutamente nenhuma diferença. Todos os jogadores gostam de jogar. Se estivesse no lugar do jogador também queria começar todos os jogos com a camisola do Benfica e todos os jogos a titular, mas compete-me depois decidir qual será o onze. Em relação à questão de desconforto ou não, não vejo absolutamente nenhum. Tenho falado com o Trubin, nunca veio à conversa qualquer desconforto da parte dele. Portanto, concentrar naquilo que é o trabalho dele, sabe o que é o futebol», argumentou.
O treinador, porém, fez questão de vincar que todos têm de aguentar momentos de pressão, nomeadamente críticas dos adeptos: «Quando estamos no futebol, também estamos sujeitos ao elogio, à crítica e ao apoio, muitas vezes. Se digo que estamos aqui pelos adeptos, e estamos, é a nossa profissão, adoramos o que fazemos, não vale a pena jogar sem eles. Jogamos para os orgulhar, para ter vitórias para que se sintam orgulhosos da equipa. Naturalmente, quando algo acontece menos bom, e não estou a dizer que aconteceu, mas quando algo acontece menos bom, temos de estar preparados também para reações por vezes um pouco exageradas. Faz parte da emoção daquilo que é o futebol e depois compete-nos ter o equilíbrio necessário para aguentar quando tivermos de aguentar. Neste caso, como treinador, estarei sempre aqui para apoiar os nossos jogadores em todos os momentos que precisarem e sentir que será necessário»










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