Na antevisão da receção ao FC Porto, a contar para a segunda jornada do campeonato, o treinador do Rio Ave, Sotiris Silaidopoulos, reconheceu a dificuldade de defrontar o campeão nacional, mas garantiu que a sua equipa entrará em campo para lutar por um resultado positivo. «É sempre difícil defrontar o campeão. O FC Porto é uma grande equipa, com uma identidade e mentalidade muito fortes que os tornam especiais», afirmou o técnico grego, sublinhando que os dragões virão a Vila do Conde «para conquistar os três pontos». Do seu lado, o Rio Ave terá de estar «no máximo da competitividade em todos os aspetos do jogo» para conseguir pontuar, o que daria «um grande balanço e confiança para a época».
Silaidopoulos considera que a preparação para jogos contra equipas de topo é, em certo sentido, mais simples. «É muito mais fácil preparar um jogo grande do que um jogo com uma equipa do mesmo nível, porque tem a ver com a motivação. Toda a gente está super motivada», explicou. No entanto, o desafio tático é maior, dada a «fluidez no jogo e as nuances táticas» de um adversário como o FC Porto.
Recordando a derrota da época passada frente ao mesmo adversário, o treinador do Rio Ave lembrou que a sua equipa sofreu dois golos cedo, de canto, o que condicionou a partida. «É fundamental estarmos ao mesmo nível de agressividade desde o primeiro minuto», alertou, destacando a entrada forte em jogo como uma característica do FC Porto. Apesar disso, acredita que a sua equipa tem demonstrado capacidade para competir contra qualquer adversário e que a coragem pode trazer sorte.
Questionado sobre a arbitragem e o futebol português em geral, Silaidopoulos, na sua condição de estrangeiro, ofereceu uma perspetiva externa. Elogiou a «incrível cultura futebolística» de Portugal e o nível da Liga, classificada como a sexta melhor da UEFA, mas mostrou-se preocupado com a falta de público em muitos estádios.
«O que me deixa um pouco preocupado e pensativo é que nem todos os estádios estão cheios. À exceção dos jogos grandes, nem todos os campos estão cheios de público. Isso mostra algo», refletiu. Na sua «humilde opinião», esta questão pode estar ligada a «decisões que são tomadas e, por vezes, de não permitir que os jogos sejam disputados com regras iguais», sugerindo que é algo que os responsáveis devem analisar para melhorar o produto.
Relativamente às opções para o jogo, o treinador confirmou que tem algumas limitações no plantel, mencionando que a ausência de Ntoi não é a única condicionante, sem, no entanto, adiantar mais pormenores sobre o sistema a utilizar.
O técnico abordou o problema das lesões que afeta a sua equipa, destacando a importância dos jogadores que vêm do banco, especialmente num confronto contra um adversário como o FC Porto. A solução poderá passar por recorrer a vários jovens da academia.
Na antevisão de um calendário competitivo exigente, que inclui um embate com o FC Porto, o treinador da equipa admitiu que as ausências por lesão representam um sério revés, apesar de também poderem ser uma oportunidade para outros atletas.
O técnico começou por referir a ausência de Ntoi, que será colmatada por Nick, um jogador que considera «um titular». No entanto, o problema agrava-se com as baixas de Aguilera e Ryan Guilherme, ambos a contas com «lesões graves» sobre as quais preferiu não detalhar.
O treinador confessou que a equipa não se pode dar ao luxo de perder atletas como Ntoi e Guilherme, sublinhando o impacto destas ausências não tanto no onze inicial, mas nas opções disponíveis no banco de suplentes. «Isso é muito importante quando se joga e se defronta clubes grandes como o FC Porto, onde aos 60 minutos vais precisar de pôr energia e qualidade na equipa», explicou.
Para fazer face a esta situação, a equipa poderá ter de recorrer massivamente à formação. «Para ser honesto convosco e dar-vos alguma informação, talvez tenhamos no banco mais de seis ou sete jogadores da academia e talvez um titular da academia no nosso onze inicial», revelou.
Apesar de reconhecer que esta «não é a melhor forma de começar um calendário tão exigente», com cinco jogos iniciais «realmente difíceis», o técnico garantiu que a equipa não baixará os braços. «Vamos lutar com o que temos e vamos ver… no final do dia, talvez seja um grande filme», concluiu.











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