O presidente da Fifa não se referia apenas à receita recorde de US$ 15 bilhões que a instituição arrecadou ou da média de gols por partida (2,98), a maior desde o Mundial de 1958.
“Você me disse que os EUA receberiam o mundo, e você realmente recebeu o mundo. Todos que vieram para cá aproveitaram, e todos que ficaram em casa também aproveitaram”, disse Infantino.
O presidente da Fifa não fez nenhuma menção ao árbitro Somali Omar Artan, sumariamente deportado embora estivesse escalado pela Fifa para apitar partidas do Mundial, ou ao fato de que foi preciso uma coalizão de congressistas democratas com o Secretário de Estado, Marco Rúbio, para garantir que a mãe do goleiro de Cabo Verde, Vozinha, sensação da Copa, pudesse obter um visto para acompanhar o filho a partir do segundo jogo.
Na estreia, contra a campeã Espanha, na qual Vozinha foi o herói do empate, a mãe dele perdeu porque não teve autorização de entrar nos EUA.
Confrontado com a situação, Infantino sugeriu aos jornalistas que “relaxassem”. Tampouco mencionou as restrições e interrogatórios extensos a integrantes de equipes como o Iraque e, sobretudo, o Irã.
Simon Chadwick, professor e pesquisador de geopolítica econômica do Esporte com experiência na Europa, China e Brasil, costuma fazer um ranking dos países que, ao longo do Mundial, mais ganham e os que mais perdem soft power, conceito da diplomacia para descrever a capacidade de influenciar e persuadir os demais países sem uso de instrumentos bélicos ou tarifários.
Segundo ele, entre os maiores vencedores da Copa de 2026 estão Noruega, com sua torcida remadora viking, e Cabo Verde, com Vozinha, por exemplo.








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