Guerra no Irã: nova ordem mundial permite que países ataquem outros ‘por diversão’, como disse Trump?


Imagem composta mostra o presidente americano Donald Trump carrancudo, com um boné de baseball branco com a inscrição "USA", casaco azul-marinho, camiseta azul clara e gravata azul, sobreposta sobre uma montagem de guerra, que inclui um tanque e uma explosão, com grandes rachaduras

Crédito, Getty Images

    • Author, Amir Azimi
    • Role, BBC News Persa
  • Published

  • Tempo de leitura: 7 min

O confronto entre os Estados Unidos, Israel e o Irã pode vir a ser considerado um dos primeiros conflitos importantes travados com base em uma ordem mundial emergente, na qual as regras que determinaram por décadas o comportamento dos países parecem estar perdendo parte da sua influência.

Por grande parte do período que se seguiu à Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a guerra e a diplomacia operaram formalmente dentro de uma estrutura definida pelo direito internacional e por instituições como as Nações Unidas e outras convenções.

Mesmo quando essas regras eram distorcidas ou interpretadas seletivamente, os governos geralmente tentavam justificar suas ações dentro daquele sistema. As operações militares eram tipicamente acompanhadas por argumentos legais, consultas diplomáticas ou pela formação de coalizões internacionais.

As decisões estratégicas cada vez mais parecem ser tomadas com base em cálculos militares, políticos ou de segurança imediatos, não pela necessidade de alinhar as ações a arcabouços legais internacionais ou à aprovação multilateral.



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