Mundo exaure a cota de recursos naturais na Terra para 2026


Tomando dados da Organização das Nações Unidas (ONU) como base, a matemática leva em conta, do lado da oferta de recursos naturais, a biocapacidade total na Terra, isto é, a área terrestre e marinha biologicamente produtiva, incluindo zonas florestais, pastagens, terras cultiváveis, áreas de pesca e áreas urbanizadas.

Já no lado da demanda, mede-se a demanda da população (ou “pegada ecológica”) por alimentos de origem vegetal e produtos de fibra; produtos de pecuária e pesca, madeira e outros produtos florestais; e espaço para infraestrutura urbana e florestas para absorver emissões de gases poluentes que resultam da queima de combustíveis fósseis.

Data ocorre cada vez mais cedo

O Dia da Sobrecarga da Terra vem se movendo mais perto do início do calendário anual – o que significa dizer que o sobreuso dos recursos naturais se torna cada vez maior – desde 1972, o início da série histórica da Global Footprint Network. Em 2026, a data caiu pela primeira vez em julho.

Nos cinco anos anteriores, o “vermelho” fora atingido entre os dias 01 e 05 de agosto. Nas duas décadas entre 2005 e 2025, a data se manteve no mesmo mês. Até 1999, entretanto, o marco era em outubro e, em 1972, em 31 de dezembro. Ou seja, o mundo consumia então tanto quanto a natureza poderia produzir ou se regenerar ao longo de um ano.

De forma geral, a tendência das últimas quatro décadas tem sido a redução da biocapacidade da Terra e o aumento da demanda global por recursos, inclusive quando se levam em conta os valores médios para cada pessoa no planeta. A “pegada ecológica” é maior nos países ricos, a exemplo dos Estados Unidos e das principais economias europeias.





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