‘Tratamento desigual’: a saga do Irã para participar da Copa do Mundo


Porém, segundo acusou a embaixada do Irã na Turquia, os vistos foram negados a diversos membros da delegação, incluindo o presidente da federação, Mehdi Taj.

Até o momento, Estados Unidos e Fifa não se posicionaram diretamente sobre as acusações. A entidade, quando procurada, diz não comentar o caso. E, por parte dos EUA, a resposta mais próxima ao tema insinua que os iranianos tentam infiltrar terroristas na delegação:

“Os vistos necessários para o Irã competir na Copa do Mundo, incluindo atletas e o staff de apoio necessário, foram liberados. Não vamos permitir ao time iraniano abusar do sistema para infiltrar terroristas nos Estados Unidos sob falsos pretextos”, escreveu o Departamento de Estado norte-americano ao UOL.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, já havia se posicionado anteriormente no mesmo sentido: “Não permitiremos que incluam em sua delegação pessoas que sabemos não terem nada a ver com o esporte e que possuam vínculos com a Guarda Revolucionária ou algo dessa natureza.”

Por causa do contexto de tensão geopolítica, a delegação do Irã, que inicialmente ficaria sediada em Tucson, no Arizona, agora tem base em Tijuana, no México, mesmo com seus três jogos da fase de grupos acontecendo nos EUA – dois em Los Angeles e um em Seattle.

O caso virou palco também para uma guerra de versões entre Teerã e Washington, uma vez que o embaixador do Irã no México havia dito que a seleção persa seria obrigada a entrar e sair dos EUA no mesmo dia de suas partidas. A informação foi negada pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA.





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