
Fabíola de Araújo Rocha
Nasceu na zona sul de Chicago e foi criado em Dolton, Illinois, com uma ascendência multicultural: italiana e francesa por parte de pai, além de raízes africanas e espanholas por parte de mãe. Seu pai era um educador e veterano da Segunda Guerra Mundial.
Graduou-se em matemática pela Villanova University, na Pensilvânia, e se destaca por um hobbie curioso na juventude: um entusiasta de Wordle (o famoso jogo virtual de adivinhar palavras do The New York Times), o qual costumava jogar por telefone com o irmão.
Um professor que dedicou grande parte de sua vida ao Peru nas periferias de extrema pobreza. Este é Robert Francis Prevost, Papa Leão XIV, que em seu primeiro documento à sociedade, Magnifica Humanitas, aborda a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial onde convida à reflexão sobre os caminhos que a humanidade pode escolher diante das novas tecnologias.
A tecnologia não é uma força antagônica em relação à pessoa, nem um mal em si mesma. Pode aliviar sofrimentos e abrir novas possibilidades, mas não deve negar à pessoa humana a capacidade de relação e de amor. Razão pela qual defende a criação de regulamentações globais para limitar seu avanço descontrolado.
O Papa Leão alerta acerca da primazia de colocar a pessoa humana na centralidade das decisões tecnológicas e políticas evitando riscos de desumanização, descarte dos idosos, desemprego em massa e aprofundamento das desigualdades sociais.
Afirma que o domínio tecnológico concentrado nas mãos de poucas corporações transnacionais dificulta o controle democrático e favorece manipulações sociais, exclusões e novas formas de dependência econômica. Mesmo na era da IA, todos possam testemunhar a beleza de uma magnífica humanidade habitada por Deus.
A civilização do amor não surgirá de um gesto único, mas da soma de pequenos atos de fidelidade contra a desumanização. Por esta razão, vale a pena parar para refletir sobre aspectos de como nós, cada um à sua maneira, podemos cooperar na construção da civilização do amor.
O Papa professor e amante de palavras cruzadas faz um chamado para que a humanidade escolha o caminho da reconstrução coletiva, do diálogo e da comunhão, em vez da lógica da exclusão. n








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