A Arábia Saudita está a formar uma coligação militar para proteger a navegação no Mar Vermelho, numa altura em que os ataques de uma milícia iemenita ameaçam uma rota crucial para as exportações de petróleo saudita, colocando em risco acrescido a economia global, segundo o Ministério da Defesa saudita. O reino convidou cerca de 50 países a juntarem-se à nova coligação marítima, que será liderada pela Arábia Saudita, e está a pressioná-los a comprometerem-se o mais depressa possível, afirmam dois diplomatas informados sobre a iniciativa. Falaram sob condição de anonimato por se tratar de um assunto diplomático sensível.
Após reunião realizada na quinta-feira na capital saudita, Riade, 14 países confirmaram o seu apoio à coligação, incluindo a Turquia, o Egito, o Paquistão, a Nigéria e outras nações árabes e africanas, indicou o Ministério da Defesa saudita. O país também convidou nações europeias e os Estados Unidos da América (EUA) a juntarem-se à nova coligação. No entanto, alguns responsáveis ocidentais mostraram-se relutantes em aderir antes de compreenderem melhor o que a tal implica e de terem tempo para consultar as respetivas capitais, contou um dos diplomatas. A Arábia Saudita afirma prever um aumento no número de participantes.










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