A presidente da empresa de infraestrutura blockchain Ripple, Monica Long, afirmou que uma das suas apostas para 2026 é que haverá maior convergência entre a tecnologia blockchain e inteligência artificial.
Em um texto com perspectivas para 2026, Monica diz que esta convergência será utilizada para automatizar operações financeiras por meio de contratos inteligentes programáveis e stablecoins.
Um exemplo disso é a possibilidade de gestores usarem IA e blockchain para ajustar dinamicamente a exposição a ativos financeiros tokenizados e a protocolos de rendimento com dados de mercado em tempo real.
Monica cita também a possibilidade de modelos de IA usarem provas de conhecimento zero (ZKPs) para calcular a capacidade de crédito de um tomador sem revelar informações sensíveis subjacentes. Isso, na opinião dela, reduziria “fricções nos mercados de crédito” e sustentaria a adoção de stablecoins e ativos digitais em operações de empréstimos”.
A executiva prevê também que as stablecoins (criptomoedas de valor atrelado ao de alguma divisa tradicional, como o dólar) podem ganhar espaço na gestão de tesouraria em blockchain. “Stablecoins executarão automaticamente a gestão de liquidez em tempo real, otimizarão rendimentos em acordos de recompra on-chain e realizarão a postagem instantânea de margem”, prevê.
Na opinião de Monica, as stablecoins se integrarão às infraestruturas financeiras tradicionais e aos sistemas globais de pagamentos nos próximos cinco anos, tornando-se o padrão para pagamentos internacionais.
Este movimento já estaria se concretizando com as soluções da Visa em parceria com a Stripe que permitem a liquidação de transações na stablecoin USDC para lojistas. Além disso, Monica diz que a legislação chamada Genius Act, que regula as stablecoins nos Estados Unidos, estabeleceu as “bases legais para a era do dólar digital” no país.
“A diversidade de casos de uso das stablecoins continua a se expandir e, com os pagamentos entre empresas agora dominando os fluxos, as companhias irão destravar a próxima onda de adoção cripto”, avalia.
Monica também afirma que para conquistar o próximo bilhão de usuários, especialmente institucionais, o setor cripto precisará se tornar radicalmente mais simples de usar e sair do seu próprio ecossistema fechado. “Expandir a utilidade do cripto para o público corporativo exigirá fusões e aquisições estratégicas fora do universo de empresas nativas de cripto”, avalia.
No ano passado, a Ripple se movimentou muito no mercado, com uma série de aquisições, entre as quais a compra da corretora Hidden Road por US$ 1,25 bilhão, além da captação de US$ 500 milhões em rodada de investimento.










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